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ARTIGO
Sexta-feira, 01 de Agosto de 2014, 20h:09

TÂNIA NARA MELO

Sem radicalismo

Embora as disputas políticas estejam na ordem do dia, com anúncios de apoios e também de divergências em todas as coligações, um tema se sobrepõe nas rodas de conversas e não há como ficar alheio à questão. Estamos falando do drama vivido por palestinos e israelenses com o conflito na Israel-Palestina. Já foram contabilizadas mais de 1500 mortos e 8 mil feridos desde que os bombardeios começaram há 25 dias. O cenário é desolador. Os ataques a áreas residenciais, atingindo escolas e hospitais provocando a morte de civis, entre os quais pelo menos 251 crianças têm provocado reações no mundo todo. As partes em conflito, no entanto, não parecem dispostas a recolher suas armas. Os períodos de cessar fogo têm sido interrompidos constantemente, ora de um lado, ora de outro, cada qual atribuindo ao seu oponente a culpa pelo rompimento da trégua. Em meio a tudo, isso civis se veem acuados, com suas casas destruídas, sem perspectivas de um tempo de paz. As discordâncias entre palestinos _ que querem um Estado plenamente soberano e independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com a capital em Jerusalém Oriental, além da saída de Israel dos territórios que ocupou após a Guerra dos Seis Dias, em 1967 e desmantelamento por completo dos assentamentos judeus que avançam a fronteira - e israelenses - que defendem um Estado palestino desmilitarizado, como também a presença militar no Vale da Cisjordânia da Jordânia e manutenção do controle de seu espaço aéreo e das fronteiras exteriores - são grandes, mas é preciso que se retomem as negociações para que mais vidas não sejam ceifadas. É preciso deixar a intransigência e o radicalismo de lado e retomar o acordo que estava para ser fechada há alguns meses atrás. Há no momento um esforço internacional, com apoio de quase todas as nações do mundo, para um cessar-fogo. Israel e Hamas não aceitam, a não ser por pequenas pausas humanitárias para resgatar corpos, que assim mesmo não são cumpridas em sua totalidade. Alguém precisa ceder e levantar a bandeira branca antes que esse derramamento de sangue não tenha fim. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário

Edição EDIÇÃO 16967




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