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ARTIGO
Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2013, 21h:48

ROSIVALDO SENNA

Santa Maria!

Mais uma vez a dor toma conta do brasileiro. Aquilo que poderíamos apontar como mais uma tragédia anunciada, devido ao desleixo, o despreparo e a impunidade que imperam no País, ceifou a vida de centenas de jovens em questão de segundo, minutos... O que para esses jovens parecia uma grande diversão transformou-se, num curto espaço de tempo, numa das maiores tragédias ocorridas no Brasil. E mais uma vez, justamente pelo descaso, e na ânsia de justificar o injustificável, saímos em busca de culpado, ou culpados, como se isso resolvesse tudo e que num passe de mágica nossos jovens retornariam à vida. Não teria sido mais fácil obedecer às normas de segurança? Colocar pessoas preparadas para lidar com o grande público, com a massa? Não é de hoje que ouvimos, depois de uma tragédia, que tudo vai mudar e que as leis e regulamentos serão respeitados e cumpridos. É o que se ouve hoje, após o incêndio na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quando mais de duzentos, quase trezentos jovens, perderam a vida da forma mais ignorante possível. Queimados, asfixiados e pisoteados. Todos saudáveis, inteligentes, cheio de energia e, como disse a presidente Dilma Rousseff, “podiam ser nossos futuros prefeitos e prefeitas, presidentes e presidentas, cientistas, agrônomos, psicólogos e juízes...”. Será que vai mudar mesmo? Ou daqui uns dias a dor da perda ficará apenas na memória e nos corações dos familiares? Precisamos agir, e urgentemente! Uma providência radical, mas que funcionaria como prevenção nesses casos, seria proibir que boates ou qualquer outro tipo de casa de diversão que envolva um grande número de pessoas se instalassem em casas ou prédios que não foram devidamente construídos para tal. E que, como nos aviões, por exemplo, antes de começar o show ou em intervalos, alguém, devidamente qualificado, apresentasse a planta da casa com as saídas de emergências e como comportar-se em situação de perigo, como um incêndio. A criatividade e os recursos eletrônicos tornariam tudo mais interessante e nada agressivo. E que as casas de espetáculos coloquem na folha de pagamento pessoas qualificadas e preparadas para orientar e agir em casos de sinistros. E que elas estejam sempre presentes. E que as autoridades competentes cobrem isso. E que tudo que foi dito, até pela presidente Dilma Rousseff, não caia no esquecimento. Que as autoridades ajam, punam os responsáveis e deem uma resposta digna à sociedade brasileira. É o mínimo que podemos fazer por essas centenas de famílias que choram a perda de seus filhos. Vamos cuidar também dos nossos jovens! ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16966




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