Quando Mato Grosso foi dividido, o Brasil arcou com outra grande despesa e dívidas apenas comparadas com a desastrosa criação de Brasília. Sonhos narciso-megalomaníacos de homens solitários em que a nação inteira mergulhou na escuridão financeira. Perdemos as referências da dignidade e da cidadania patrióticas onde nem os próprios megalomaníacos sabiam coisa alguma sobre o que faziam com os cofres da nação por, obviamente, não entenderem de finanças, economia, administração mercantil ou contabilidade. Aqui um registro necessário. A criação de Brasília foi ótima para o centro-oeste brasileiro que somos nós. E a divisão de Mato Grosso acalmou os garimpeiros de cargos, empregos e a gangorra dos embates eleitorais. Como pagar essas duas Ferrari é que foi outra história. JK era médico e sua biografia presidencial o comparava com Kennedy, Berlusconni, com o ex-Diretor do FMI, o burro Strauss-Kahn e outros puladores de cercas. Geisel era apenas um general preparado para guerra. Abro, novamente, outro parêntese. O movimento de 64 teve extraordinários avanços que estufam nossos peitos de orgulho a ponto de saudosistas, órfãos da ditadura, oposições eternas aos governos, descontentes, escritores, intelectuais e vários movimentos ainda camuflados torcerem, hoje, pelo retorno das forças armadas, num sonho-fantasia do desespero pelo que passamos, de outra intervenção-assepsia que desentupa a fossa plenária do congresso do Brasil, prendendo, batendo e arrebentando os estremeliques dessa/nessa cavalariça de cartilhas do MEC/ENEM sem cocheiros que proliferam no edifício treme-treme do Brasil, em Brasília, até agora. Criam cidades, dividem Estados, imprimem cartilhas Kit Gays para o desespero do deputado-coronel do Exército nacional Bolsonaro; imprimem milhões de cartilhas Não é errado falar errado onde o nóis vai ver novelas no canar dos pastores do caos e do desespero se confundem com as cartilhas de matemática, também do MEC do susto, em que oito mais quatro é sete. E rasparam os cofres, já pagaram tudo sem licitações. Tudo secreto nas noites escuras deste Brasil atual. Enquanto estrategistas vivem criando outros escândalos políticos que desviam as atenções do povo. Limparam os cofres com a mesma velocidade das motosserras em nossas florestas seculares que tombam para sempre nesta guerra perdida... Os poderes de Mato Grosso nem desconfiam que o dinheiro acabou. Só há para a Copa, do governo federal. O poder judiciário de MT, entupido de tantos escândalos, viveu intensamente, após o movimento de 64, apenas aumentando seus salários com uma velocidade impressionante. Junto apenas aos funcionários privilegiados. O poder judiciário de MT é hoje uma ilha de milionários salariais secretos, cercado de pobreza de seus próprios funcionários que até dói por todos os lados, menos o de cima onde está Deus, assim mesmo rezando para que não olhem pra ele. Outro susto: a ALMT, o TCE, o TJMT, acabam de saber que não há verba para nenhuma nova aposentadoria. Nem meia. O governo não sabe de onde vai tirar verba para pagar os aposentados milionários de Mato Grosso. Há tataranetos pensionistas. Os magistrados podem até pensar que este meu comentário seja alguma vingança ou inveja. Inveja até pode ser por humana, pois quem não a tem pelas gostosuras do mundo, estaciona nas esquinas da vida. Porém, aproveito a admiração que tenho pela maioria dos magistrados e o respeito que tanto recebo deles, pela minha isenção profissional e pelos rabos tão microscópicos, diante de tantas realidades assustadoras, que me isentam totalmente das impurezas técnicas a ponto de possuir a minha liberdade cidadã sem amarras e livre para afirmar que tantos penduricalhos salariais que pesam sobre os ombros da Justiça de Mato Grosso, aceitas porque ninguém é de ferro e diz não às belas coisas que caem em nossas contas correntes que a Receita Federal, MP, CNJ, Polícia Federal, sob a égide de legalidades autorizadas, examinam, exatamente agora, as contas milionárias dos poderes de Mato Grosso... ...Para novas surpresas que virão! * PAULO ZAVIASKY é jornalista
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