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ARTIGO
Sexta-feira, 11 de Julho de 2008, 21h:22

LEITOR

Sabiá de julho

“Eduardo Póvoas, você nos comoveu. Só quem o conheceu sabe quem foi Lenine de Campos Póvoas. Prefiro acreditar como o poeta, esses homens não morrem, se encantam.” DEHON CAPOROSSI, economista, Cuiabá/MT [email protected] *** “É, Eduardo Póvoas, sabiá de julho quase já não canta mais. A estupidez humana, em sua gananciosa especulação imobiliária, derruba as árvores para dar lugar ao frio cimento. Isso sem falar no cruel e acelerado desmatamento. De vez em quando tenho o privilégio de ouvir o sabiá cantar em meu quintal. Parafraseando a música ‘o sábio sabiá sabia assoviar e ouvia...’ Ou mesmo Gonçalves Dias em sua bela Canção do Exílio, se vivo fosse, trocaria a letra da poesia por ‘minha terra tinha palmeiras onde cantava o sabiá’...” JOSÉ CEZÁRIO M. ASCHAR, bancário aposentado, Cuiabá/MT Universidades estão rodeadas de bares “Há décadas a universidade tem sido o local onde muitos se iniciam no alcoolismo. Todos que passamos por lá sabemos bem disso. Vide as festas de universitários... um mar de álcool. E são os universitários o ‘futuro dominante da sociedade’. Parabéns a vocês que tiveram coragem de tocar neste assunto.” ROSELENE PEREIRA DOS SANTOS, funcionária publica, Cuiabá/MT [email protected] Pecuária mato-grossense entra em novo ciclo de crescimento “Não é à toa que os pecuristas estão comemorando. Basta ir a qualquer açougue ou supermercado e ver o preço da carne. Nós, consumidores, infelizmente, não temos nada a comemorar.” MÁRIO NEY, auditor, Cuiabá/MT [email protected] A Amazônia que todos queremos “Amazônia é um nome pelo qual vale a pena lutar? Os seus 23 milhões de habitantes são realmente os coitadinhos da globalização que resolveu esticar seus tentáculos pela floresta? Acredito que não é bem isso que se vê na realidade. Moro há 7 anos e meio na Amazônia real e não na legal, e convivo com a realidade da região: descaso, descaso e descaso. Das autoridades que não têm um projeto bem definido para a região, vai a sabor dos ventos políticos e econômicos; dos amazônidas que querem sobreviver a todo custo devido ao descaso das autoridades sem rumo, e de inocentes que nada possuem, e por isso grilam, desmatam, queimam, invadem, destroem e plantam ou criam gado. Diante da realidade que vejo todo santo dia, cheguei à conclusão de que a Amazônia é uma marca utópica. Aqui onde moro, no Pará, a destruição é total e a floresta nem agoniza mais. Ela simplesmente sumiu ou está em vias de sumir. Só existe floresta onde não há vias de acesso para transportar as toras de madeira, como é o caso do estado do Amazonas. Amazônia é um mito como foi o do Eldorado, estamos preocupados demais com os lucros materiais para compreender que é preciso manter o equilíbrio ecológico para não extinguimos nossa própria espécie.” FLÁVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] Novo perfil econômico “Preocupa-me que as políticas públicas priorizem a economia do médio norte dentro do conceito de verticalização e não fazendo o mesmo com Cuiabá e seu entorno.” LUIZ ALBERTO GOMES DA SILVA, pecuarista, Cuiabá/MT [email protected] OceanAir anuncia expansão de seus destinos para MT “Cuiabá sempre esteve de costa virada para Manaus. Para se chegar lá, as empresas aéreas arremessam os passageiros de Mato Grosso de volta para São Paulo ou Brasília e de lá, percorre todo o Nordeste para poder chegar a Manaus. Isto leva, em média, em condições favoráveis, de 12 a 16 horas. É uma vergonha! Quem sabe uma Regional como esta possa ter a lucidez e criar uma linha, por exemplo Cuiabá/Porto Velho/Manaus? Seria uma interligação inteligente entre dois pólos econômicos de grande importância, O agronegócio e a Zona Franca. Isto sem falar no imenso potencial turístico de ambos”! MANOEL ELIAS, empresário, Cuiabá/MT [email protected] Wilson quer gastar mais de R$ 5 mi “Trata-se de grande soma para se manter no poder. Com que finalidade? Benefícios próprios ou da população? O que observamos, neste país, que muito poucos se preocupam com o bem da sociedade, do povo em geral. Faltam nas cidades, educação, saúde, segurança, infra-estrutura, ambiente saudável... A corrupção está alastrada e todos querem ser políticos. Não com intenções de beneficiar o povo, o que seria o normal, mas benefícios próprios. Necessitamos reverter esta situação, colocando pessoas dignas, com visão de administradores exemplares para governar nossas cidades. Assim, os gastos diminuirão em campanhas políticas. Somente quando o povo sair desse ostracismo educacional em que vivemos, adquirir o pensamento do que é votar e exercer, realmente, o dever de cidadão, não vendendo seu voto, não se corrompendo, votando com a razão e não com emoção e fanatismo, é que teremos, enfim, o fim de políticos corruptos. Pagamos caro por esta política suja. 38% do PIB, pelos impostos que pagamos, fica para sustentar a maioria desta corja de políticos (existem exceções) que só pensam em seu próprio bem em detrimento do coletivo (o povo).” LUIZ CARLOS, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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