Poeta, poesia e liberdade de expressão. Página de opinião. Retratação. Academia Mato-grossense de Letras e eleição. Senhor presidente Eduardo Mahon. Senhoras e senhores. Leitores. Em vinte e cinco anos de colaborador de jornalismo as primeiras citações judiciais recebidas por injúria publicada em página de jornal. Uma visão equivocada e distorcida da realidade ocasional. Um escritor em crônica semanal. Um sonho adiado em conquista cultural. Um aperto de mão em nome da ética em cabedal. Dizeres em letras influenciadas pela precipitação de um perdedor nem sempre pontual. Direito de resposta assegurado em Constituição Federal. Imprensa livre de qualquer manobra que por ventura fere e macula a honra e a moral. Um ideal chamado língua portuguesa em manancial. Uma certeza existencial. Um ofício por vezes depreciado num mesmo pavimento. Uma ofensa por vezes traduzida em calúnia sem fundamento. Um espaço. Um tempo. Uma convicção. Um pedido de retratação aceito e homologado. Papel passado. Papel presente. Papel futuro. Campo literário por vezes minado pela hipocrisia. Pranto em lamento ecoado aquém de uma poesia. Valia e valor. Validade e artigo assinado por este escritor. Verdade distorcida e distanciada da realidade. Perdas e danos imputados pela legalidade. Boa vontade em conciliar. Honestidade comprovada pelo verbo harmonizar. Perdoar para ser perdoado. Respeitar para ser respeitado. Dizer e ouvir. Calar e compreender. Contextualizar e se arrepender. A paz cultivar. A paz florescer. A paz frutificar. A paz colher. Quarto parágrafo sem travessão. Justiça à luz da razão. Claridade e clarão. Limite e consideração. O sim e o não. O verso e o reverso. O certo e a precisão. O caminho e a pedra de Drummond. Atalho por vezes trocado por bugalho. Malho e difamação. Mão e contramão. Vetusta casa de um barão. Estória de quem navegou numa mesma embarcação. Porto seguro em travessia mais do que gramatical. Sodalício institucional. Disse me disse em ponto final. Ao atual presidente da Academia Mato Grossense de Letras, o senhor Eduardo Mahon o nosso pedido de retratação redigido e aceito aquém de um termo assinado. Uma lição aprendida de cor, e, salteado. Um sonho adiado, nós voltamos a repetir. Um porvir que a Deus pertence. Uma direção. Um caminho. Uma jornada. Uma vida ilibada. Uma reação republicada. Fim de toda e qualquer ação precipitada. Partes e apartes. Paz selada. Paz juramentada. Página virada. Alma lavada. Pedra bruta em pedra lapidada. Literato e literatura. Regato fluente em cultura. Propósito e propositura. Intento e intenção. Invento, inventor e invenção. Vento, ventania e tempestade. Bonança e consideração. Esperança de um mundo fato e de direito irmão. Erros e acertos. Deveres e direitos. Obrigação. Desculpa e desculpado. Arrependido e perdoado. Letra e letrado. Difamador e difamado. Imagem, espelho e reflexão. Camaradagem, respeito e respeitabilidade em questão. Pacificadores e pacificação. Conciliadores, agradecimento e consideração. Desculpas aos leitores por tamanha difamação. Desculpas redigidas e direcionadas ao atual presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, senhor Eduardo Mahon pelo conteúdo do artigo de nossa autoria publicado no jornal Diário de Cuiabá e comentado no jornal Circuito de Mato Grosso nos dias 21 e 22 de maio de 2015, respectivamente, e, intitulado: AML: sonho adiado II. Atenciosamente, Airton Reis. Cuiabá-MT, 10 de julho de 2015. Sempre invejei a gaivota. Ela parece tão livre e desinibida voando! Em contraste com ela, tenho um trabalho enorme e encho o céu de barulho só para permanecer no ar. Ela a artista. Eu, o aprendiz. (Há Alguma Coisa com as Gaivotas O Paraíso é uma questão pessoal Richard Bach). * AIRTON REIS, professor e poeta em Cuiabá-MT
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