ARTIGO
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014, 19h:35
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ALECY ALVES
Renovar ou blindar
Parece que a cada dia os encontros de casais, eventos promovidos pelas diversas igrejas, conquistam mais seguidores. Pelo menos é o que tenho notado nos últimos anos, especialmente a partir de janeiro do ano em curso. À minha volta, os relatos de pessoas que participaram desses eventos, que antes eram esporádicos, se tornaram cotidianos. Em casas de amigos, no trabalho, fila do banco ou da lotérica, no salão de beleza, na faculdade e por aí afora tem sempre alguém discorrendo sobre o tema. Outro dia, uma amiga(e o marido, claro!) me contou que participou de um encontro que reuniu 400 casais. No interior do Estado, o evento durou dois dias. Com 15 anos de união, o casal retornou maravilhado e, segundo eles, pronto para permanecerem juntos por pelo menos mais 15 anos. Vivendo em numa época em que os casamentos não resistem à primeira divergência de opinião, os mais diversos motivos levam casais à busca da renovação ou blindagem da união. Seja para reavivar o sentimento que os levou ao altar ou para superar passagens ou missões bem mais árduas. Aprender a ouvir a sogra chamar e tratar o filho (único) de príncipe sem armar um barraco ou se irritar com o marido foi o que motivou a busca de um dos casais. Parece simples? Pode ser! Entretanto, a irritação da esposa não apenas deixava o marido irritado como adicionava outros componentes que levavam a desentendimentos intermináveis. Um outro casal, depois de 25 anos de matrimônio, recorreu ao encontro na tentativa de unir forças na busca da cura do filho que é dependente de drogas. Diante de tais testemunhos, eu, que nasci em lar católico e fiz opção pela permanência nesse segmento, mesmo com todas as dúvidas que rondam meu interior sobre religião, comecei a buscar informações e refletir sobre o tema. Na Igreja Católica, por exemplo, existe um serviço-escola denominado Encontro de Casais com Cristo (ECC). Criado na década de 70, se mantém em atividade ininterrupta. O mesmo acontece em dezenas de outras igrejas, entre as quais a Luterana, Presbiteriana, Batista... Esses encontros são definidos como evangelização do matrimônio e da família, um trabalho visto como missão de toda a Igreja, para o qual todos os fiéis devem cooperar segundo as próprias condições e vocação. A ideia parece interessante! ALECY ALVES é repórter