O engendramento político às vezes beira a insanidade, tendo em vista alguns procedimentos pouco ortodoxos, que acontecem dentro dos partidos, em função de uma série de vertentes. Nominá-las seria humanamente impossível, porém existem algumas questões que são visíveis e muito discutidas; respeitando o Estado Democrático de Direito de cada um dos postulantes a um cargo eletivo, principalmente em se tratando da majoritária. Um exemplo clássico disso vem ocorrendo dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo como um dos postulantes a pré-candidato ao Palácio Paiaguás o petista histórico Lúdio Cabral e agora, com o surgimento do nome do juiz Julier Sebastião da Silva, um grande nome por sinal, querendo filiar-se no (PT), no apagar das luzes. Esta ação por certo poderá ser entendida por muitos militantes históricos deste partido como mais um caso de paraquedismo, tendo em vista a luta e determinação do Lúdio Cabral na busca incessante por esse objetivo, com incursões pela Grande Cuiabá e, agora, alçando maiores voos, pelo interior do Estado. O que na verdade poderia parecer um problema trata-se de um caso clássico de disputa partidária, envolvendo dos nomes fortíssimos, como postulante a pré-candidatura dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), com uma agravante: Lúdio Cabral é militante histórico do Partido dos Trabalhadores. A leitura que faço, na realidade, não se trata de um caso isolado, tendo em vista que outros partidos vivem o mesmo dilema; em alguns casos, um pouco piores, em função de uma situação análoga a esta vivida pelo (PT). A disputa partidária é extremamente salutar, desde que haja lisura no processo e que alguns critérios básicos possam ser respeitados, como tempo de filiação e que o pré-candidato tenha ocupado pelo menos algum cargo eletivo, principalmente em se tratando da majoritária, fato este que poderá garantir-lhe conhecimento de causa e efeito, independentemente do cargo que tenha sido ocupado. Sabemos que o nome do juiz Julier Sebastião é fortíssimo; agora, o que não está muito claro é a veemência com que a direção estadual do (PT) insiste em casar a filiação do juiz Julier Sebastião, à condição de pré-candidato a majoritária pelo Partido dos Trabalhadores, preterindo assim o nome de um filiado histórico e que em um passado não muito distante, em disputa pela prefeitura Municipal de Cuiabá, conseguiu 140.798 votos válidos. Esta poderá ser uma prerrogativa favorável a Lúdio. Nessa mesma linha de raciocínio, o Partido da República (PR), que parece ser a noiva da vez, em função de ter nomes históricos e um coeficiente eleitoral invejável, tem em seu quadro nada mais nada menos que o senador Blairo Maggi, que poderá também vir a ser um dos pré-candidatos pela situação. O caso do Partido da República (PR) é complicadíssimo, pois uma ala é favorável à pré-candidatura do senador Pedro Taques (PDT), oposição, enquanto outra é favorável à situação, por uma questão de coerência, pelo simples fato do partido em questão estar ocupando cargos pontuais, no governo Silval Barbosa (PMDB). Enquanto isso, a indefinição continua e acaba favorecendo a oposição, que já tem um nome consolidado, o do senador Pedro Taques (PDT), fazendo valer aquele dito popular enquanto os cães ladram, a caravana passa. Pare o mundo, quero descer! *LICIO ANTONIO MALHEIROS é geógrafo (
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