Ao discutirmos o meio ambiente, precisamos mais do nunca pensar holisticamente a questão do uso dos recursos naturais com mais profundidade, e não com a superficialidade simplista homem x natureza que impera no mundo atual. Começamos esse artigo questionando: o que você entende por sustentabilidade ambiental? Como praticar esse conceito em nossas atitudes cotidianas? Como produzir sem agredir? E como preservar com responsabilidade? Segundo a ONU/FAO, a produção mundial de alimentos precisa aumentar em 70% até 2050. Então, como fazer isso sustentavelmente? Como preservar produzindo? E produzir preservando? Investir na educação, na educação ambiental, na formação e capacitação de recursos humanos visando ao manejo correto do meio ambiente seria o primeiro passo para usufruir de forma racional os recursos naturais. Seria este o caminho para evitar a forma agressiva com que tratamos os recursos naturais na atualidade? Priorizar ações nesse sentido é sem duvida dever inconteste dos gestores públicos. Será que eles as fazem? Vejo que a ciência, somente a ciência, poderá dar essa resposta! Então, por que os governantes e gestores públicos não investem com seriedade nesse campo? Para melhor compreender estatisticamente o que estou falando, então vejamos: em 1900 a população humana mundial era de 1.65 bilhões de pessoas. Em 1950, essa população passou de 2.5 bilhões, em 2000 chegou-se a 6.1 bilhões e em 2010 atingimos 6.8 bilhões. A continuar nesse ritmo de crescimento, projeta-se para 2020 cerca de 7.6 bilhões. Para 2030, calcula-se algo em torno de 8.2 bilhões de habitantes humanos vivendo no planeta Terra, já descontadas as mortes por causa natural: guerra, violência e desastres naturais. E daí? E daí? É saber como buscar o equilíbrio ambiental conciliando preservação com produção sustentável de alimentos, redução da pressão demográfica e controle dos recursos florestais, dos recursos hídricos, dos recursos edáficos... Como se sabe, o princípio básico que norteia a continuidade da vida na Terra é dever intrínseco de todos nós. Portanto, senhoras e senhores, enquanto cidadãos/cidadãs respeitem a vida buscando o equilíbrio ambiental! Você está fazendo sua parte? Cumprindo seu papel como cidadão? Responda sinceramente! ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em Fogo Florestal e prof.-pesquisador da UFMT/Seduc
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