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ARTIGO
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010, 11h:04

ADMAR PORTUGAL

Prêmio milionário

O prêmio milionário do concurso número 1.155 da Mega Sena no valor de R$ 53.368.610,37 (cinqüenta e três milhões, trezentos e sessenta e oito mil, seiscentos e dez reais e trinta e sete centavos) sorteado no último sábado, dia 20, na cidade de Guarujá, interior de São Paulo, tem dono, sim senhor. Os quarenta apostadores do bolão oferecido pela agência lotérica ‘Esquina da Sorte’, da cidade de Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, são de fato e de direito os ganhadores do prêmio. A Caixa, em nota divulgada na segunda-feira, dia 22, diz desconhecer a modalidade de apostas via bolão. É uma inverdade, pois as milhares de agências credenciadas pela instituição financeira que tem credibilidade mundialmente reconhecida, praticam essa modalidade. É como se fosse uma febre. Aponte um dos milhões de apostadores por esse país afora que já não foi convidado a participar de um bolão oferecido pelo revendedor credenciado da Caixa. É uma praga, com o perdão da palavra. Pelo menos em minha cidade, Cuiabá, Capital de Mato Grosso, em qualquer uma das dezenas de casas lotéricas que entro sou convidado a participar de um bolão. Os valores são diversos. Desde R$ 3 (três reais) a até R$ 1,5 mil (um mil e quinhentos reais) já fui convidado. E a Caixa diz desconhecer tal modalidade de aposta. É uma inverdade. A Caixa Econômica Federal vai ter que honrar os 40 felizardos contemplados no bolão da agência Esquina da Sorte de Novo Hamburgo. Eu, quando participo de bolão por uma das casas lotéricas de minha cidade no mesmo dia, através da Internet, confiro os números. No meu caso, no sábado à noite, uma hora ou no mais tardar duas horas após o sorteio estaria eu lá conferindo os números do milionário sorteio. Poderia até desmaiar com o resultado positivo. Até morrer, dependendo do momento em que estivesse conferindo. Aprecio umas geladas de final de semana. No domingo, dia seguinte ao sorteio, estaria em farra com a família e amigos dizendo que estava milionário e às vezes até já contraindo dívidas. E chega na segunda, entra em pesadelo com a notícia que o bilhete premiado não foi registrado. A culpa não é dos apostadores e sim do revendedor credenciado pela Caixa e, não sei porque cargas d’águas não o registrou, e bilhete não registrado não tem prêmio, cabe ao ‘pai’, no caso a Caixa, arcar com a responsabilidade do filho e pagar o prêmio. A CEF, que mantém milhares de agências credenciadas para comercializar as suas loterias, precisa honrar e zelar pela lisura de seus subordinados e pagar o prêmio aos vencedores, eximindo a entidade de qualquer nódoa que possa um dia manchar sua credibilidade e o sonho de milhões de apostadores de um dia ser um sortudo ganhador de uma das loterias da Caixa. Apoio a decisão dos 40 apostadores do município de Novo Hamburgo em lutar por seus direitos até as últimas instâncias. ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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