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ARTIGO
Sexta-feira, 28 de Março de 2008, 21h:35

LEITOR

Prefeitos do norte começam levante contra

“O setor madeireiro comportou-se como um grupo revolucionário, montou palanque, gritou, esperneou, mostrou ao poder público que estava pronto para uma revolta popular, para uma insurreição contra o poder do Estado. Não era um desafio? Não configurava uma tentativa de amedrontar os agentes fiscalizadores? Agora quer reclamar? Arque com as conseqüências dos seus atos. Principalmente pelos atos de alguns péssimos donos de madeireiras que além de explorar a floresta sem nenhuma responsabilidade, tomam o ser humano como escravo. Quem não se lembra das primeiras denúncias há 20 ou 30 anos? Foi preciso ter coragem e determinação, como tem Marina Silva, para conter a irresponsabilidade de alguns setores produtivos de Sinop e região. Foi preciso a determinação da Polícia Federal para voltar a normalidade social do acatamento às leis e ao poder do Estado. Nada mais que isso, penso eu. Afinal, não foi disparado nenhum tiro, ninguém morreu e somente alguns miseráveis ‘exploradores’ das matas estão se sentindo pequenos diante do poder do Estado que tanto desafiaram. Agora fiquem quietinhos e paguem pelo que fizeram. Muitos deveriam estar na prisão, isso sim. Por devorarem a floresta, por explorarem a pobreza de algumas pessoas e por escravizarem setores mais pobres e vulneráveis da população. Procurem outras atividades antes de destruírem tudo, inclusive a vida.” DIMAS NEVES, professor, Cuiabá/MT [email protected] População de 130 bairros ainda não recebe “Se fosse só isso estaríamos de bem a melhor, mas não é. Isso que se vê, somado a uma série de outros problemas, são fruto das ações de políticos proseletistas que autorizam invasões de terras sem planejamento urbanístico nenhum. Vamos dar um fora a esse tipo de político que nossos problemas serão solucionados. A educação resolve.” JEVES BEJAME SALVINO, professor, Cuiabá/MT [email protected] Iphan faz diagnóstico “Soa um tanto pedante denominar-se inventor, mas não há como referir-se a um ‘curioso’, após ter requerido um ‘Pedido de Patente’, em cujo requerimento pede-se o ‘Nome do Inventor’. Isto posto, sou requerente de inúmeros pedidos, inclusive de um projeto arquitetônico que se propõe à preservação desse patrimônio e, paradoxalmente, ‘hiper’ valorização desses imóveis. Há mais de oito anos procurei o então responsável pelos escritórios do Iphan local, quando quase fui ‘linchado’ por ter sondado a cerca da possibilidade de ‘cobrir’ as ruínas de Vila Bela da Santíssima Trindade. Taí, veio quem pode e, quem pode, manda! As ruínas foram cobertas. Por que será que não sou levado a sério? Senhores proprietários desses imóveis, que tal conhecerem-me? Poderão estar fazendo bem à história e próprios.” JOÃO GALDINO DE MEDEIROS, economista, Cuiabá/MT [email protected] Reposicionando a história “Sr. Gustavo Oliveira, sobre seu último artigo intitulado ‘Reposicionando a história’, publicado na edição 12.070 deste prestigioso Diário, é preciso que sejam feitas algumas refutações para o bem da verdade histórica e da imparcialidade jornalística. Referindo-se ao primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro de Bragança e Bourbon, Vossa Senhoria arvorou-se no direito de julgá-lo (inadequadamente diga-se de passagem), baseando-se apenas em um documentário (não identificado), nominando-o irresponsavelmente de ‘canalha’. Seguindo, dessa forma, a cartilha positivista infiltrada nas academias de história após a implantação da república brasileira, cujos principais objetivos eram a destruição sistemática do passado histórico relativo ao período colonial e imperial, e a implementação de uma ‘nova história’ a partir do 15 de novembro de 1889. Talvez Vossa Senhoria não saiba (quem sabe por ter faltado a várias aulas de história), que o Imperador do Brasil, D. Pedro I, além de ter sido o fundador de nossa nacionalidade (e isso os grandes historiadores reconhecem, inquestionavelmente), também foi desejado pelos povos espanhol e grego para ser seu soberano, recusando-se a assumir as coroas da Espanha e Grécia, por seu extremado amor ao Brasil. Talvez Vossa Senhoria não saiba também, que a Constituição Imperial de 1824 (a que vigorou por mais tempo em nosso país, e considerada como uma das melhores do mundo), tida por alguns historiadores marxistas como imposta por D. Pedro I à nação foi, antes de outorgada, enviada à todas as câmaras municipais do país para que fosse devidamente aprovada. Só depois dessa aprovação, foi promulgada pelo poder imperial. Muitos são os exemplos que poderiam ser citados em defesa do primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro de Bragança e Bourbon. Parece-nos que Vossa Senhoria ao se ater no simplista paradoxo entre bem e mal (existente em todo ser humano), diminuiu a dimensão histórica de um de nossos principais personagens nacionais. Pior ainda, utilizando-se de conceitos e critérios atuais, julgou uma personalidade de mais de 150 anos atrás, sob um prisma não histórico e descontextualizado. Qualquer historiador principiante sabe dos erros inimagináveis que tal atitude acarreta. Nossa história deve ser preservada.” ASTRID BEATRIZ BODSTEIN, historiadora e jornalista, Cuiabá/MT [email protected] Abusos na TV “Por ser concessão pública a televisão deve estar a serviço da cidadania. É um absurdo o que esses pseudo-tele-candidatos fazem com a população mais vulnerável, usando da boa-fé desta. O Ministério Público Federal precisa atuar firmemente contra esses fora-da-lei, se possível, tirando do ar esses programas demagogos e sensacionalistas. Estão confundindo liberdade de expressão. Esses programas não constroem cidadania.” JOSÉ CEZÁRIO M. ASCHAR, bancário aposentado, Cuiabá/MT

Edição EDIÇÃO 16967




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