Mais um partido... já tem partido demais e só falta que nós, cidadãos e eleitores, criarmos vergonha na cara e parar de votar em picaretas, porque se eles estão lá fomos nós que os colocamos. E, no mínimo, metade da culpa é nossa porque temos o poder do voto e os colocamos lá. Bem-feito pra nós! ALCIR MARTINS ATAÍDES, funcionário público, Cuiabá/MT
[email protected] Hospitais reduzem Atendimento Nós, da enfermagem, estamos reivindicando o que é de direito nosso, mas sabendo também que temos deveres a cumprir, em todos os hospitais que estão participando do movimento, e feito uma escala, respeitando a porcentagem estipulada pelo TRT: ficam 50% dentro das UTIs e dos CTIs, 30% nos outros setores. Nós trabalhos com vida, respeitamos o direito da população em buscar atendimento. Continuaremos em greve, que é um direito constitucional de todos, independente se é da enfermagem ou não. A área da saúde se divide em várias classes, mas nós, da enfermagem, estamos divididos em três classes: os auxiliares que são apenas 5%, enfermeiros 15%, e os técnicos em enfermagem que são a massa, o coração dos hospitais e clínicas totalizam uns 80% de profissionais. Nós, técnicos em enfermagem, é que preparamos e administramos medicamento. O salário do técnico em enfermagem é de 827,00 e o sindicato está pedido mil, e ainda escalonado de três em três meses 1º 840, depois 870, e em dezembro 1000,00. Esta foi a proposta da primeira audiência. É vergonhoso, porque nos não trabalhamos parceladamente, nosso cartão-alimentação é de 120,00; nosso plano de saúde não é dado pelo hospital e descontado, temos direito apenas a três consultas. Se passa disso é descontado. Nossos atestados são descontados, ou seja, não podemos ficar doentes temos que trabalhar doentes. A maioria dos técnicos em enfermagem trabalha em dois ou três lugares, se sobrecarregam para dar o melhor para sua família, e às vezes ainda pega dobra, fica dois a três dias sem ir para casa. Fica uma pergunta no ar: com 827,00, o que você consegue fazer? Moro de aluguel, tenho luz e água para pagar e vestimenta e alimentação para colocar em casa. Vocês acham que isso dá? Vocês gostariam de ser atendidos por um profissional que já trabalhou 48h e está pegando mais um plantão de 6 ou 12 h? Colocaria sua vida ou da sua família nas mãos desse profissional? Pense e reflita: a culpa disso tudo é dos patrões, que não nos valorizam, que não pagam um salário digno para nós. Continuaremos em greve!!! ERICA MARIA SILVA ALVES MIRANDA, técnica em enfermagem, Cuiabá/MT
[email protected] Manifestação reúne duas mil pessoas Será que o povo já não deu seu recado? Será que a raposa não está doidinha pra assumir este país? Quem participou desse momento histórico do Brasil realmente não pode deixar de se emocionar. Somos experts em ser felizes, mesmo que em momentos de revolta e indignação. Como se não bastasse a beleza das manifestações do junho de 2013, a grande mídia faz o velho jogo das classes dominantes: cria um inimigo comum e dispersa medo: os vândalos, os depredadores do patrimônio público. Estes aparecem em fotos escuras, perto do fogo, quebrando lojas e instituições, atacando policiais, etc. Estão vendendo a imagem dos brasileiros como homens de fundo emotivo extremamente rico e transbordante, e é justamente aí que a burguesia nos faz ovelhas. Podemos observar as imagens veiculadas na grande mídia a partir do momento em que os protestos ganham forças revolucionárias: sorrisos, jovens cantando, bandeiras do Brasil por todo lado, cartazes criativos e despolitizados, beijos e flores à polícia. Não que isso não seja realista, muito pelo contrário, é esse o retrato do novo ser político brasileiro: um manifestante cordial, alegre e pacífico. Os vândalos talvez sejam as verdadeiras células revolucionárias do movimento de Junho de 2013 (sim, não é à toa que eles são os inimigos da grande mídia). São eles que exprimem genuinamente o sentimento de indignação. São eles que personificam o vandalismo do poder público, o vandalismo nas filas de hospitais, o vandalismo das licitações, das parcerias público-privadas, o vandalismo policial nas favelas de todo o país. São eles que se mostraram capazes de romper a ordem vigente e abrir o caminho para uma nova sociedade. Afinal, seus ataques às instituições, à polícia e às agências bancárias são os ataques aos verdadeiros símbolos da nossa revolta, e não o ataque à corrupção nos belos e criativos cartazes. Os brasileiros bem-intencionados mandaram seu recado. Agora, se forem inteligentes, precisam parar. Os lobos nunca se sentiram tão à vontade... O Congresso Nacional, que trabalhava de terça a quinta, hoje trabalha de segunda a sexta. As eleições de 2.014 vêm aí e nessas manifestações ninguém foi contra um grupo político e sim contra todos. Quem quiser se reeleger comece a colocar as barbas de molho porque sempre se achou que o brasileiro era um analfabeto político: apanhava quieto e engolia o que se ditava. Imprensaram o povo até o seu limite. O povo acuado, sem-saúde, sem-educação, sem-segurança, sem-transporte e sem-lazer simplesmente explodiu. Tem saída? Tem, basta exercer uma única palavra para o povo se acalmar. Chama-se honestidade! LEO SANTOS, Cuiabá/MT
[email protected] Todo ano, a mesma coisa Parabéns ao escritor Eduardo Póvoas pelo belíssimo artigo em glória e honra a São Benedito. Para quem não sabe, muitas cozinhas cuiabanas têm lugar reservado a São Benedito. O Santo milagroso, segundo crença muito antiga, quando colocado na cozinha, garante mesa farta o ano inteiro. Ainda me lembro das festas em louvor a S. Benedito, o chá com bolo na casa de Bembem e o baile no Clube D. Bosco (por exemplo, quando João Balão foi festeiro). Na madrugada caminhávamos na escuridão para assistir à missa. Chegávamos à igreja ao raiar do dia. Lembro-me de que galos cantavam em vários quintais. Ah!, ainda me lembro, também, do cheiro de pão fresco que era colocado pelos padeiros nas janelas das casas. O perfume do pão fresco sempre me remete a esses momentos de fé. Que São Benedito abençoe Cuiabá e a todos que nela habitam. Parabéns, mais uma vez, pelo artigo. Aliás, diz o ditado popular: filho de peixe, peixinho é. Nunca podemos nos esquecer do ilustre cuiabano dr. Lenine Póvoas, jurista, professor e escritor (seu pai). MARIA CAROLINA, professora, Cuiabá/MT
[email protected] Vetos causam polêmica no Estado Demorou, dai a César o que é de César. Vai dinamizar, temos que pensar no povo... FERNANDO AROEIRA, aposentado, Cuiabá/MT
[email protected] Futuro das novas arenas O povo brasileiro vai pagar a conta, como disse um governante. Cartaz exibido por manifestante quando seu filho ficar doente, leve-o ao Maracanã". ACIR CARLOS OCHOVE, Cuiabá/MT
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