Tem coisas que só ficam na teoria, pois na prática a situação é outra e ninguém sabe por que se fala tanto e nada se faz. No papel tudo lindo e maravilhoso no Brasil, mas a realidade é nua e crua. Um desses exemplos é o tal investimento em infraestrutura cantado em verso e prosa esculpido em bronze. Até agora, tudo não passa de papo furado. Se os burocratas querem colocar a ideia em ação, minha sugestão é começar a construção de estradas em Mato Grosso o maior produtor nacional de grãos e carne e tem somente a BR-163, de pista simples esburacada para transportar mais de 20 milhões de toneladas de milho e soja. Aliás, o mundo tem que saber que na mesma proporção que o Brasil aumenta sua safra, não consegue investir em estradas para escoar essa produção. Dias desses a Famato e a Acrimat mostraram através do Canal Rural a realidade das estradas no noroeste do Estado, região de Cotriguaçu. Região rica, com milhões de cabeças de gado e tem um carriador nome popular de uma estrada de chão no sertão onde passam caminhões carregados de bovinos. As ótimas reportagens, infelizmente foram vistas por poucos. As duas entidades tinham que ser mais audaciosas chamar a rede CNN e mostrar para o mundo o que é o Brasil. Assim, o mundo ficaria sabendo que por aqui tudo se produz e tudo se encarece por falta de infraestrutura e, principalmente, se perde muito porque o governo não faz o chamado dever de casa que é escoar a produção que cresce a cada dia. E mais, quem tem que construir estradas não é o governo estadual e sim federal que criou a chamada Lei Kandir que não deixa o imposto para o Estado. Os governadores abrangidos pela lei são obrigados a viajar de pires na mão até a Capital Federal exigindo o que é deles. Enquanto vivermos num país de faz de conta onde os governantes prometem um mundo lindo e maravilhoso conforme os manuais de boa administração e ano após ano fica tudo como está. Parece que quanto mais a crise aperta, mais bonitas soam as palavras e não as obras. Termino esse artigo com mais uma pergunta: até quando? ADILSON ROSA é repórter