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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 12 de Março de 2010, 21h:06

PAULO ZAVIASKY

Pacotes de políticos amassados

A pior compra que fazemos são as dos “pacotes” lacrados. Você paga por um pacote de maçãs e imagina que lá dentro tenha todas maçãs boas. Grande engano. Metade, sempre está estragada. De vez em quando, negociantes honestos perguntam: “-Por que será que o povo detesta tanto os comerciantes?” Não é por causa de tantas fraudes denunciadas ao PROCON, mas, sim, pelos artifícios que engendram, sempre contra o povo, sem arrependimento algum. Se o estoque de bananinhas amassadas dos românticos bolichos de nossas pontas de estradas está prestes a apodrecer, o mais burro desses comerciantes inventa um método inteligente de dividir o prejuízo com o povo. E tome “queima de estoque de bananinhas”, “compre uma dúzia e leve quatro dúzias”. Nem há necessidade de registrar, pois o leitor culto já percebeu que essas “quatro dúzias” jamais serão aproveitadas. Por podres. Maçãs, laranjas, uvas, caqui, jabuticabas, bocaiúvas, carambolas, mangas, cajus, pitombas... Enfim, todas essas frutas e outros alimentos e/ou ofertas que fazem questão de vender “de porteira fechada”, ou seja, lacradas com plástico, sempre possuem embutidas várias estragadas, sob a égide de “ofertas” beneméritas ao povo burro. E, anestesiado. Por isso, “queimas de estoque” são lambanças contra – nunca a favor – de um povo sempre revoltado. Quando há “queima de colchões” ou é porque estão com graves defeitos ou foram sobras resgatadas das enchentes em que estiveram submersos nas urinas de rato e baratas safadas. E tome gritaria dos carros de som, crime nas barbas das autoridades, já que é um delito previsto em lei, proibido, mas ficam por aí atazanando os ouvidos do povo que não sabe a quem apelar contra essa gritaria impune nas cidades sem leis. Ou sem cumpri-las. Alguns comerciantes adoram burlar as leis que determinam que todas as mercadorias expostas nas vitrines devem ter os preços bem claros afixados. Em Cuiabá, você é obrigado a entrar, esperar a boa vontade dos vendedores de mal com a vida e o salário que recebem. Daí, conforme a cara, explodem o preço na sua cara e ainda debocham do prefeito e das leis. Agora, escândalo mesmo são as TVs por assinatura, já que não possuímos TV em Cuiabá e a TV Globo todo mundo só a vê por satélites, uma hora mais cedo do que a infantilidade daqui. Você compra um “pacote” médio/família com noventa canais por cem reais. Recebe trinta e cinco canais de religiões, trinta de vendas comerciais até da mãe, onze “institucionais”, aquelas TVs oficiais da Câmara indecorosa, do Senado da vergonha, do Judiciário dos escândalos atrelados e submissos ao rei do Planalto; cinco canais abertos daqui mesmo com religiões impunes, um de esporte na neve (?), um sobre animais, três de medicina ao vivo com sangue por todos os lados nas eternas operações plásticas de madames-melancias e das emergências dos pronto-socorros do mundo inteiro e apenas três canais de filmes, assim mesmo de quinta categoria, onde um deles sempre é pornográfico. Apenas um outro com propaganda da própria TV por assinatura anunciando ao idiota que, caso quiser algo sério ou filmes de verdade, meta a mão no bolso e pague mais. Muito mais. Porém, o pior pacote é o “pacote dos políticos”. Compre um e leve quarenta. Isso mesmo, você vota num candidato e, em menos tempo do que um raio na sua cabeça, percebe que quem está governando é outro mais porcaria. Vote em Benedito e leve Estradivarius. Esses pacotes dos vices, nem ouso citar mais. No Senado e na Câmara, a grande sensação do povo é de sempre ser enganado! Por ilustres desconhecidos que nunca votamos neles. * PAULO ZAVIASKY é jornalista – [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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