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ARTIGO
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008, 20h:15

EDUARDO PÓVOAS

Outro da Sorbonne!

Parece que o inferno astral do governador Blairo Maggi é a Universidade de Sorbonne, na França. Primeiro foi o calvário do Pagot para assumir o Dnit. "Bloqueado" por membros de um partido político que tem como prioridade o estudo na universidade Francesa de Sorbonne, e outros que não tiveram a mesma chance, o fizeram no Pará mesmo. Agora vem outro, Doutor pela Universidade de Sorbonne e professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, só que de partido diferente. Numa entrevista, ao lado da sua querida Universidade, nos arredores de Paris, o ex-guerrilheiro e exilado Carlos Minc "detona" o governador Maggi e depois declara conhecer bem o Rio de Janeiro, e mal o Brasil. Se Chico Anísio ainda tivesse seu programa humorístico na televisão brasileira e se conhecesse o ex guerrilheiro Minc, decerto diria após sua desastrada entrevista: "cala a boca Terta". Como vai haver clima de cordialidade se do outro lado do planeta um Ministro de Estado, que declara desconhecer a região Amazônica, coloca em situação desagradável um governador da área? Nem assumiu o cargo e já tirou o revólver do coldre. Conheço poucos ambientalistas. Parece que eles têm uma associação onde combinam qual deve ser a aparência física de todos. Não são japoneses que têm rostos iguais, mas todos ou quase todos, primam por uma longa cabeleira, geralmente barba por fazer, aparentam não demonstrar qualquer intimidade com o banho, e parecem estar sempre procurando quem inventou o trabalho. Acredito que com isso queiram passar uma imagem de que vivem dentro da mata, a defendê-la vinte e quatro horas por dia, não tendo tempo para fazer a barba, muito menos tomar banho. Ninguém Sr. Minc, ninguém, é adepto de se derrubar floresta. Ninguém que tenha um pouco de massa cinzenta no cérebro, concorda com a aplicação de um agente laranja (usado pelos americanos no Vietnam) na floresta Amazônica. Ninguém em sã consciência pode acreditar que o governador Blairo Maggi, que aqui tem seus negócios, e que escolheu Mato Grosso para morar e criar seus filhos e netos, possa estar pensando em oferecer a eles e a todos nós, futuramente, um deserto. Claro, foi ele o escolhido para a cruz, pois é a bola da vez. Alguns o criticam com responsabilidade, outros pelo simples prazer de criticar, não dando importância a dados e mapas demonstrando o contrário. O poder não se dá, quem o deseja, tenta tomá-lo. Na ânsia de chegar perto dele, alguns enchem sua metralhadora de balas e atiram pro lado que o nariz aponta. Este país, que recebe de cinco em cinco anos, quase a população de um Uruguai, não pode crescer como cresce o Acre, terra de Chico Mendes e de Marina Silva. Claro que para atender a essa demanda de crescimento, não cabe a nós sairmos por aí tacando fogo na floresta. Temos que começar a pensar urgentemente num controle da natalidade, caso contrário daqui a pouco tempo, ao invés de reportagem sobre automóveis nos grandes centros, veremos reportagem sobre a "inchação" das grandes metrópoles. Não há governo que consiga atender na saúde, na educação, na habitação, e em nenhum setor, um crescimento demográfico na proporção do que acontece neste país. "Tremei Ministro tremei', pois em breve o senhor estará conhecendo a realidade deste país, que é bem diferente de uma guerrilha. * EDUARDO PÓVOAS é cuiabano [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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