NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010, 19h:53

ADILSON ROSA

Otimismo em alta

O consumidor brasileiro nunca esteve tão otimista como agora chegando ao maior nível nos últimos nove anos. Mais feliz do que nunca, os brasileiros só estiveram numa fase dessas em 2001. Bom para a indústria e principalmente para o comércio que querem a tradução desse otimismo através de compras e mais compras. Com certeza, o consumidor não está endividado, pois não estaria com um astral nas alturas. Os bancos também querem aproveitar a onda, em 10 anos pretendem abrir mais de 100 milhões de contas e em cada conta, um cartão de crédito. Então, o país da classe média - principalmente a nova - aponta para um cenário onde os brasileiros viverão o chamado ‘sonho americano’ que é traduzido por consumo. Errado. Tudo por conta do gargalo que o país vive - nem o mais otimista dos presidentes imaginaria que a população poderia ter uma expansão de consumo tão grande em tão pouco tempo. As companhias aéreas, por exemplo, pretendem em 12 meses, ganhar mais 11 milhões de novos passageiros, todos marinheiros de primeira viagem. São pessoas que vão chegar aos aeroportos e encontrar filas num descompasso de um país que não se preparou para receber uma massa tão grande de consumidores. Será, com certeza, o início do apagão aéreo. Não é necessário ir tão alto para se enervar. Quem adquire um veículo - usado ou novo - em Cuiabá, descobre que falta chão para andar. As ruas e avenidas não cresceram na mesma proporção da frota. O resultado é o congestionamento em qualquer via no horário de pico. A salvação do asfalto será a Copa FIFA 2014. Há poucos anos, ao abrir uma empresa, o dono do negócio planejava um local estratégico para ter uma boa freguesia. Hoje, tem que pensar em construir um bom estacionamento. É a maior motivação para prosperar nos negócios. Mato Grosso descobriu há poucos dias uma das maiores jazidas de ferro e de fosfato que podem suprir o consumo do Estado por 700 anos. Então, se tem sobrando vamos exportar. Por onde? Ferrovia? Rodovia? É aí que descobrimos que temos muito, mas muito mesmo a avançar porque ainda falta o básico - transporte. Um país de classe média não é feito apenas de famílias e trabalhadores endinheirados, mas de uma infraestrutura capaz de suportar esse consumo. * ADILSON ROSA é repórter

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL