O secular jeitinho brasileiro continua em alta. Não importa o momento ou local. Ele está sempre presente. O Brasil vem sendo sacudido nos últimos dias por manifestações, onde a população, ou uma boa parcela dela, resolveu ir às ruas reivindicando melhorias em vários setores da vida brasileira. Saúde, educação, extinção da PEC 37, combate à corrupção, com destaque maior a praticada pelo político desonesto, que felizmente é minoria, e transporte público, sendo que este último tema foi o carro chefe dos protestos. Ou seja, a origem de tudo. Demorou! Mas finalmente parece que acordamos. Não dá mais para aguentar. Porém, a infiltração dos arruaceiros e baderneiros de carteirinha vem, infelizmente, tentando tirar o brilho de um movimento sério e pacifista. Talvez por um histórico de violência e cerceamento dos direitos humanos em que o País ficou mergulhado por décadas ou séculos, atitudes mais firmes contra os que agem de forma truculenta, principalmente por parte da polícia, não acontecem como deveria. Resultado: são saques, depredações, incêndios, agressões e por aí afora. Na Europa e em outros países civilizados, qualquer manifestação violenta é tratada com rigor. Aqui no Brasil é diferente. Os baderneiros fazem o que bem entendem e fica por isso mesmo. Não por culpa da polícia, mas sim do sistema. Neste caso específico das manifestações que estão ocorrendo pelo País, as pessoas de bem não estão se misturando com as de má índole. Portanto, separado o joio do trigo, repressão firme contra a baderna. E tudo é corroborado por falta de pulso dos governantes. Muito pressionada, a presidente Dilma Rousseff, em discurso à Nação, anunciou medidas com o objetivo de acalmar a população e, mais uma vez em público, admitir que sempre o que se fala e o que se faz não são as mesmas coisas. E sua fala, principalmente sobre referendo, constituinte e plebiscito, abriu amplos debates entre juristas sobre o que é legal, imoral ou engorda. E mais uma vez conseguiram desviar a atenção dos movimentos nas ruas. Agora, o clamor do povo por respeito e dignidade tem que dividir espaço na mídia com os políticos, que excluídos dos movimentos nas ruas, tentam se aproximar, defendendo teses e mais teses, tudo em prol da população. A vida segue! Que os manifestantes do bem e pelo bem sejam ouvidos e atendidos. E que os baderneiros sejam reprimidos e punidos. Acorda Brasil! ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá
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