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ARTIGO
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011, 19h:25

RENATO DE PAIVA PEREIRA

O senador e o jornalista

Entro na briga do jornalista José Marcondes (Muvuca) com o senador Pedro Taques. Fico do lado do senador por uma só e boa razão: o texto publicado pelo autor pareceu-me leviano, sem nenhuma prova das acusações e ofensas ali descritas. Baseia-se somente em deduções, algumas forçadas e outras totalmente ilógicas. O jornalista ataca grosseiramente o senador, acusando-o de beneficiar a “máfia dos combustíveis” buscando interesses particulares. Ainda desmerece a atuação do então procurador Pedro Taques no combate ao crime aqui em Mato Grosso. A matéria é ruim, muito ruim. Só menciono a má qualidade do artigo porque o autor se apresenta como jornalista, profissional que tem a obrigação de conhecer a língua; como advogados, a lei; e médicos, a anatomia. O texto está cheio de erros primários: “designeos” “expessa” “relês” “outros meios de transporte ficou relegado”, além de clichês, palavras malcolocadas e frases carentes de sentido. Acrescente-se que o tom é irado e vulgar. Mas o que mais incomoda são as conclusões que o jornalista tira de algumas afirmações. Aqui ele subverte totalmente a lógica. Não é possível deduzir que a frase “... o volume de carga naquela época não é o mesmo de hoje” escrita em despacho do então procurador da República e citada pelo articulista, prenuncie, como ele afirma, a intenção de beneficiar alguém ou algum segmento. É forçar demais a barra, a frase definitivamente não autoriza essa interpretação. Também desmerece a atuação do procurador no combate ao crime organizado aqui em Mato Grosso, atribuindo-a ao simples cumprimento do dever. Parece-me bem aquela situação: “depois da cobra morta, todo mundo pisa em cima”. Será que o jornalista em questão, há alguns anos, teria coragem de escrever um artigo atacando o todo- poderoso chefe da jogatina, como o faz agora, sem riscos, com o senador? Uma coisa parece clara: não há como duvidar da competência e coragem do dr. Pedro Taques no episódio que desmantelou a quadrilha do comendador João Arcanjo. Quanto à posição do senador na disputa VLT x BRT, não vejo nenhum indício de segundas intenções. Muitos políticos e empresários se manifestaram sobre o assunto, tomando posições entusiasmadas, como é comum na democracia. Venceu o VLT e todos nós, creio que o senador incluso, torcemos para que dê certo. Se o articulista tem provas das suas afirmações, seria de grande interesse de todos que vivem e trabalham neste Estado que ele as trouxesse a público. Se não, ficamos todos nós, leitores de jornais e de mídia eletrônica, desde já, autorizados a classificar seus textos simplesmente como muvuca. Por fim, é bom que se diga: não conheço pessoalmente o senador, não tenho nenhum interesse partidário. Nunca pedi ou recebi qualquer ajuda de políticos em minhas empresas. Dou-me por feliz quando os nossos representantes desempenham bem seus papéis. *RENATO DE PAIVA PEREIRA – empresário em Cuiabá [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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