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ARTIGO
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014, 21h:30

EDUARDO PÓVOAS

O rolezinho do pobre e o flashmob do rico

Será que a fertilidade do cérebro do brasileiro é maior que a do resto da população mundial? Claro que não! O que é muito maior e muito mais inoperante e frouxa são as leis deste país que proporcionam a essas cabeças ociosas a inventar “rolezinho”, “flashmob”, “arrastão”, “raspadinha”, etc., etc., pois têm absoluta certeza de que nunca serão punidos, ou se forem a pena será varrer uma calçada de 10 metros ou entregar 10 quilos de alimentos a uma família carente. Isto, sim, estimula os desocupados a se divertirem com a criminalidade aterrorizando a família brasileira, pois a “tchurma” de Brasília diz estar providenciando nossa proteção, a proteção de você, minha, de quem trabalha e gera emprego neste país. Você acredita nisto??? Agora aparece esse tal de rolezinho “respeitadíssimo” por quem não paga um absurdo por uma loja em um shopping center, por quem não tem noção de quanto custa o condomínio de uma loja dentro dele, e que, pouco importa se ali o comerciante tem no seu estoque milhares de reais, fruto de suas economias por longos e longos anos. Que se dane ele..... Ninguém é contra encontro de jovens em shopping ou em qualquer local público. Precisa marcar encontro para entrar igual a um tsunami dentro do shopping? Qual o motivo de entrar uma enorme massa junta? O que querem com essa atitude? Afirmar poderio ou amedrontrar? Acham que com atitudes desse tipo vão conseguir “na marra” sua inserção social? Poucos conseguiram inserção social à força, e logo a perderam. Alguns insanos dizem que eles vão lá para passear ou fazer tomada de preço. Imagine!!! Há maneiras mais inteligentes para se conseguir isso. Deixemos que esses rapazes que marcam encontro dentro de um lugar destinado a diversão e passeio da família que destruam tudo que estiver na sua frente, pois isso é um problema social? Também depois que a televisão mostrou assaltos um atrás de outro no centro do Rio de Janeiro e que a polícia classificou isso de “problema social”, assistamos com piedade e clemência até que o país possa entender o que é o rolezinho, que esses jovens expressem seus problemas através de violência destruindo o que alguns conseguiram com muito sacrifício? Isso, o tal do rolezinho, é crime premeditado, pois marcam dia hora e minuto para começar o terrorismo. Ou é só um encontro de quem não tem no bairro uma quadra, cinema, campo de futebol parecendo que os shoppings foram feitos exclusivamente para ricos. Quando se teve notícia de que um lojista tentou impedir a entrada deles no shopping? O único lugar deste país que merece não um rolezinho, mas um rolezão, o Congresso Nacional, que legisla na contramão dos interesses da sociedade, lá eles não têm saco roxo de entrar. Por que? Escrevi dias atrás sobre a liberação da maconha no Uruguai, discordando, claro, sobre qualquer menção de se liberar qualquer tipo de droga sobre qualquer pretexto. Recebi alguns comentários criticando minha posição de “careta”. Claro, mexi no vespeiro e tomei picada de quem é chegado a um fuminho e a um pozinho. Agora devo levar outros cacetes de “estudiosos” do assunto achando que ninguém deve tomar nenhuma posição sobre essa onda de violência, pois pode colocar fogo na gasolina. Muitos são os mesmos que defendem os “de menor” tachando-os de infratores ao invés de bandidos! Não nasci para ser subserviente a ninguém e muito menos ficar em cima do muro. Esse movimento é perigoso e urge das autoridades uma tomada enérgica de posição. Dá vontade, se eu tivesse uma loja em um shopping, de vendê-la a um “estudioso” desses, comprar um sorvete e ficar em frente à sua loja observando sua cara e suas atitudes quando essa turma do rolezinho ameaçasse destruir seu patrimônio. Ia me divertir muito... Mas, como pimenta só dói no... dos outros, respeitemos, sem tomar nenhuma providencia, esse novo movimento que ameaça a propriedade privada destes país. Um absurdo!!! *EDUARDO PÓVOAS - cuiabano, pós-graduado pela UFRJ

Edição EDIÇÃO 16967




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