ARTIGO
Terça-feira, 15 de Abril de 2008, 21h:33
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SONIA FIORI
O recurso da pena máxima
A pena de morte é assunto, no mínimo, polêmico. Porém, defendo sua aplicação no país. Sei o que pensam os defensores dos direitos humanos e ainda todas as propostas de ações que visam a prevenção e combate a violência. No entanto, acredito piamente que só a aplicação da pena de morte pode causar uma reviravolta capaz de dar um basta na onda de criminalidade e atrocidades que assolam nossa nação. Acredito que ações preventivas aliadas ao mecanismo irão proporcionar um alívio ao caos que reina na segurança pública. É claro que a aplicação da pena de morte deve ser estruturada de tal forma que só possa ser posta em prática nos casos considerados hediondos, quando a barbárie supera o entendimento humano como por exemplo em situações onde um pai estupra uma filha. Também é preciso estabelecer parâmetros como para situações em que o criminoso seja preso em flagrante, ou seja, casos nos quais se tem a certeza da autoria do ato. Que me perdoem os defensores do Código Penal Brasileiro, mas não acredito que a prisão promova mudanças em determinados criminosos. Um psicopata, que mata em série, sai recuperado após anos de reclusão em um sistema penitenciário na maioria das vezes ultrapassado? Não acredito. Aí alguns me diriam que apostam na renovação do sistema e na construção de penitenciárias-modelo, onde os detentos trabalham e contribuem para a construção de novos projetos. Bom, acredito que a idéia dá certo, tanto que vem sendo posta em prática em vários presídios como no próprio Mato Grosso. Contudo, volto a reafirmar minha posição: determinados criminosos não têm recuperação e são uma ameaça constante à vida e ao bem estar de cidadãos que dão duro o dia inteiro para sobreviver. Pior ainda é pensar nas falhas do sistema, que permite a saída dos que cumprem pena em determinados períodos, como em época de fim de ano. A brecha permite a saída, porém, não garante o retorno dos detentos às celas. Pior ainda: não há um mecanismo eficiente para resgatar os presos fujões. Isso permite a reinserção de criminosos entre a sociedade, que se torna alvo fácil diante dos mais diversos graus de criminalidade enraizados na mente dos ex-detentos. Sei, vão me dizer que a criminalidade está atrelada principalmente as questões sociais, a falta de educação, a baixa renda das famílias, acesso às drogas e por aí vai. Então vou ser clara, conheço centenas de pessoas que nasceram pobres, como eu, mas nem por isso se tornaram marginais. Ao contrário, se esforçam para melhorar mesmo com formação em escola pública. Melhor ainda, ser pobre muitas vezes é sinônimo de garra e perseverança, basta acreditar no amanhã e no que o futuro pode trazer. Não é preciso virar criminoso para se opor as situações negativas que a vida traz para qualquer um. SÔNIA FIORI é jornalista