Falta visão histórica e espírito cívico a um grupo de FTEs que teima em andar na contramão da história e do momento no qual vive o grupo TAF em Mato Grosso. Radicalizam ferrenhamente contra a criação de carreira única para o fisco. Estados importantes como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo e Ceará, dentre muitos outros, para não delongar muito, já possuem carreiras únicas no fisco estadual, e com resultados altamente positivos. Desde o período em que estava no poder o governador Júlio Campos a realização do primeiro concurso para a categoria, e já com a nova nomenclatura de Agente de Fiscalização e Arrecadação (AFA), eu tive participação direta na aprovação da referida lei como deputado estadual. Daí para cá, sucessivos governos vêm realizando concursos, cada vez com maior exigência na seleção de provas, o que transformou o atual quadro de agentes de tributos estaduais (ATE) em uma categoria altamente qualificada profissionalmente, com pessoal habilitado para todo tipo de levantamento fiscal. É oportuno lembrar que atualmente se exige curso superior para o ingresso no quadro, a mesma condição para o concurso para fiscal de tributos estaduais (FTE). Nos estados onde já há a carreira única, adota-se a norma de fazer com que os novos fiscais façam estágios de trabalho iniciando pelos postos fiscais, pequenas e médias empresas, para com o tempo e preparação nos cursos de aperfeiçoamento, irem se qualificando para fiscalizar grandes empresas. Não se trata de um trem da alegria como afirmou equivocadamente o presidente do Sinfate. Trata-se, sim, de uma medida de harmonização, otimização e melhor aproveitamento de mão-de-obra que, além de incrementar a arrecadação dará maior celeridade aos processos operacionais. Além do que, com a criação da carreira de Auditor Fiscal da Receita Estadual, garantindo todas as prerrogativas, atribuições e limitações de cada uma das categorias originárias, diga-se de passagem, o fisco passa a ser onipresente em todos os quadrantes do estado sem limitação de competência, o que proporcionará maior agilidade no trabalho de fiscalização. Ganha o estado, ganha o fisco e ganha a sociedade. Só haverá um perdedor que será o sonegador. A nossa desunião, fomentada por alguns colegas movidos pela vaidade pessoal vai causar conseqüências desastrosas para a categoria como um todo. E alguém terá que responder por esse descalabro perante a história. Enquanto houver essas brigas internas, esse jogo de ego e o grupo TAF não se unir como uma só peça, um só corpo e uma só alma, jogar como um time coeso, em que ativos venham a respeitar a história e a vida dos aposentados e pensionistas, em que os dois sindicatos se irmanem no caminho do objetivo comum que é um grupo que tenha o seu papel de locomotiva do progresso reconhecido e valorizado, ficaremos de pires nas mãos assistindo à vida passar. * PEDRO LIMA é Fiscal dos Tributos Estaduais aposentado
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