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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 13 de Julho de 2012, 21h:07

TÂNIA NARA MELO

O poder das drogas

Os números da violência na Grande Cuiabá vêm crescendo ano a ano, fazendo aumentar cada vez mais o sentimento de insegurança da população. Levantamento feito pela Polícia Civil revela que nos seis primeiros meses deste ano, de janeiro a junho, foram registrados nada menos do que 178 assassinatos e os jovens, com idade entre 18 e 24 anos, são os que figuram entre as maiores vítimas. No semestre, 48 jovens foram executados. É deveras assustador! Mais assustador ainda é saber que quase metade dessas execuções tem como principal motivo o tráfico de drogas. É o poder das drogas alimentando a violência e ceifando a vida de quem ainda mal começou sua trajetória de vida. Já fizemos essa observação aqui e reiteramos que mais do que nunca o que alimenta a violência é a droga. E isso não se restringe apenas ao nosso quintal, a Grande Cuiabá; está mais do que disseminado pelo país afora. Nas metrópoles e nas cidades de médio e pequeno portes. É como uma praga que parece não ter antídoto que nela dê jeito. A droga alicia os jovens e os coloca na linha de fogo entre a polícia e os traficantes, numa vida de risco permanente e que dificilmente se prolonga além dos 25 anos. E o que é pior: são esses jovens que em busca do que a droga possa lhes proporcionar, sejam poucos momentos de prazer, a falsa sensação de poder ou a ilusão de que sua vida pode melhorar, estão nas ruas assaltando, matando e morrendo. Toda essa situação é como um círculo vicioso: os jovens e adolescentes que lideram as estatísticas da violência usam drogas para roubar e roubam para usar drogas. É como estar num beco sem saída. E enquanto isso, os donos do tráfico ganham mais força e aumentam seu poderio bélico e econômico, na intenção de dominar as ruas e tudo mais que seus braços possam alcançar. E se engana quem pensa que apenas os jovens sem oportunidade de trabalho e que vivem em condições precárias estão envolvidos com o tráfico. A droga está à espreita em todas as classes sociais, buscando novas vítimas. Não são poucos os bem-nascidos que acabam nesse meio. Aliás, o dinheiro fácil das mesadas é como um chamariz para aqueles que estão sempre em busca de uma nova presa. E para estes alvos tem sempre mercadoria à disposição: é um baseado, um comprimido de ecstasy, uma pedra de crack, um papelote de cocaína e muito, muito mais... É assim que tudo começa. É assim que se alimenta a escalada da violência! TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário tâ[email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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