ARTIGO
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011, 19h:54
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LUIS FELIPE SABÓIA
O país que os brasileiros não desejam
Todo ser humano, seja pilantra ou santo tem um ponto extremista que lhe permite justificar-se diante de si mesmo. Ao mesmo tempo, alimenta de que, se necessário, poderá justificar-se, também, diante dos outros. Estas são as palavras: de George Bernard Shaw, genial romancista e dramaturgo irlandês inimigo implacável dos equívocos, da hipocrisia convencional, inconformista incorrigível. Seu campo de batalha foi o mundo das ideias, no qual, com zelo de um Cruzado ou de um Dom Quixote, desafiou a moral do mundo ocidental, em seu conjunto. Recusou o Prêmio Nobel de Literatura em 1925. Outro pensamento de Shaw: Todo político, banqueiro, médico e advogado mentem muito, quando não estão mentindo estão representando o tempo todo. É gente que não podemos acreditar nas suas sinceridades. Se o citado autor estivesse vivo e fosse brasileiro nos dias de hoje, Shaw sem dúvida alguma escolheria o atual cenário político nacional para criar vários personagens para suas sátiras dramatúrgicas. Quem não se recorda principalmente os trabalhadores, da atuação do Ministro da Previdência Social do Governo Fernando Henrique, Reinhold Stephanes, que não perdia uma oportunidade em afirmar que as reformas previdenciárias seriam profundas, mas necessárias sob pena de por em xeque os compromissos assumidos com a nossa e com as futuras gerações, ocasionando aposentadorias em massa de pessoas capazes e compromissadas com o serviço publico na época citada. Vez por outra, a grande imprensa noticiava em tom jocoso a condição do Ministro aposentado aos 43 (quarenta e três) anos de idade. Era um discurso de estadista para inglês ver. O Ministro foi um dos que forjou a idade de 60 para as mulheres, e 65 para os homens, para se aposentarem com uma contribuição de 30 anos para as mulheres na obtenção da integralidade e de 35 anos de contribuição na obtenção da integralidade para os homens. Idade que muitos já morreram, culminando com Lula introduzindo o fator previdenciário. O brasileiro de classe média, que paga os seus impostos com imenso sacrifício, não suporta mais tomar conhecimento da roubalheira em todas as áreas do Governo Federal tendo prisões para os envolvidos de curto prazo e processos intermináveis, passando a sensação à população de uma total impunidade. Vários personagens da política federal, estadual e municipal já nem procuram justificar a corrupção praticada e muitas vezes se envolvem em dois, três delitos de malversação dos recursos públicos. Consequência: estradas destruídas, educação de baixa qualidade, saúde inoperante, segurança que traz mais insegurança em sua ação institucional. Enfim se estes crimes e desvios fossem praticados por exemplo, na China, os seus autores seriam condenados à morte e a família ainda teria que pagar o projétil de arma de fogo, como aconteceu com Xu Maiyong, ex-vice-prefeito de Hangzhou, e Jiang Renjie, vice-prefeito de Suzhou. O brasileiro está cansado de blefes, como o SUS, planos de saúde, Constituição de 1988, políticos corruptos, falsas reformas e uma falta crônica de respeito à cidadania, não sabemos como vai terminar a relação do Congresso brasileiro com a presidente Dilma Rousseff, mas tenho a certeza de que a grande maioria da população brasileira esta favorável à defenestração que a mesma vem produzindo em vários ministérios e como seria salutar se esta prática começasse a ocorrer nos estados e municípios brasileiros, iniciando no Maranhão, Amapá e Distrito Federal. Que Deus nos ampare destes malditos e inescrupulosos políticos e seus apaniguados, que tanto envergonham e entristecem o nosso Brasil atual. No Japão, as áreas destruídas pelo Tsunami já estão reconstruídas ou em vias de serem reconstruídas, e a vida, aos poucos volta ao normal. Na região serrana do Rio de Janeiro, as imagens televisivas atuais mostram o mesmo cenário de destruição que as enchentes produziram já há alguns meses e os órgãos de controle de recursos públicos denunciam malversação com o dinheiro público. Pergunta que não quer se calar: Quem faz mais mal ao país? Um político corrupto e sua quadrilha ou um assaltante de banco ou traficante? *LUIS FELIPE SABÓIA RIBEIRO FILHO - provedor da Sociedade Beneficente da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e cirurgião da Instituição há 37 anos.