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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012, 21h:29

LUIZ CARLOS AMORIM

O "novo" Ministério da Cultura

E a dona Marta Suplicy, ex-prefeita e agora ex-senadora, foi nomeada ministra da Cultura, pela presidente dona Dilma. Está certo que a ex-ministra Ana de Holanda não estava dando conta do recado, no Ministério da Cultura, não sei ao certo se porque não a deixavam fazer – ela reclamava da falta de verbas – ou porque era devagar mesmo. A verdade é que Marta entra no Ministério apenas porque desistiu da candidatura à prefeitura de São Paulo e porque aceitou “apoiar” Haddad, o incompetente Haddad que também foi ministro da Educação. E o prêmio para tudo isso foi o Ministério da Cultura, coisa que já vem sendo engendrada há algum tempo. Por falar em Haddad, fica evidente que os ministérios da Educação e da Cultura são considerados moedas de negociatas nas barganhas políticas, em troca de apoios e benefícios espúrios. É por isso que a educação brasileira está falida, relegada à ruína, que a cultura de nosso país é relegada ao esquecimento: porque as pessoas que são colocadas nos ministérios correspondentes não são apropriadas, não têm o devido conhecimento e competência, não tem a devida experiência nas áreas. Elas são colocadas lá, quase sempre, por outros motivos, alheios à cultura ou à educação. Ninguém está preocupado com o desempenho dessas pessoas dentro das respectivas pastas. Mas nós, cidadãos, precisamos nos preocupar. Já vimos isso antes: Haddad foi um desastre para a educação, mas só saiu do ministério porque o todo-poderoso e insosso Lula decidiu que ele tem que ser prefeito de São Paulo. Que Deus livre São Paulo desse flagelo. E quem entrou no seu lugar? Mercadante. Por que? Porque o Planalto queria mais do PT de São Paulo no poder, para que houvesse mais apoio a Haddad. É assim que a coisa funciona, infelizmente. Agora, são dois figurões do PT paulista no alto escalão. Isso não é por acaso. E a educação? E a cultura? Não é à toa que o Brasil ocupa a 88ª colocação no ranking internacional da educação. Com o tratamento dado aos ministérios correspondentes, com a gestão de pessoas que não valorizam nem a educação nem a cultura, mas sim a politicagem que arruína cada vez mais o país, não poderíamos esperar mais do que isso. Mas está na hora de dar um basta nisso. Está na hora de exigir os direitos que os cidadãos brasileiros têm e que precisam ser respeitados. Que não nos esqueçamos disso na hora de votar. *LUIZ CARLOS AMORIM é coordenador do grupo literário A Ilha, em SC luizcarlosamorim.blogspot.com

Edição EDIÇÃO 16961




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