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ARTIGO
Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009, 23h:29

EDUARDO PÓVOAS

O Natal do Gordo e o do Magro

Cuiabá nestes últimos anos tem tido a oportunidade de “degustar” alguns administradores. Claro, alguns são idênticos a pão seco, só desce garganta afora com muita água, caso contrario faz a gente “entalar”. Você já deve ter “entalado” com alguma coisa e percebido que quando se “entala” a sensação é de que vamos morrer sem ar. Imagine uma cidade inteira “entalada”! Toda sua população com a sensação de que vai morrer estrangulada. É horrível não é? Nossa cidade teve a oportunidade de se “exibir” com galhardia em Natais passados. Claro que não foi nenhum Natal idêntico ao da Avenida Champs Elisés em Paris, mas ela estava limpa, sem montanhas e montanhas de lixo nas ruas, sem ruas totalmente esburacadas parecendo a um queijo Suíço, e seu povo com um ar de satisfação estampado no rosto. Este foi o Natal que o Gordo proporcionou durante os oito anos que comandou a prefeitura. Dentro da capacidade financeira que havia à época, nossa Cuiabá estava muito mais limpa, sem buracos (escrevi sobre isto em outros artigos) e com semblante de época natalina. Quando escurecia dava para colocar os filhos e netos dentro do carro e dar umas voltinhas com eles. Aí veio o Magro! Colapso total! Este sim, não mediu esforços para nos presentear. Deu-nos buracos para ninguém botar defeito, sujeira por todos os lados, e de “japa” montanhas e montanhas de lixo tentando imitar as montanhas de neve do continente Europeu ou Americano. Saiu de fininho para férias. Duvido que de qualquer local que esteja e após acessar os sites daqui, não sentirá, mesmo através da internet, o odor das ruas de Cuiabá! “Perfume” francês à nossa disposição. A “decoração” natalina feita pela Prefeitura nas praças e nos trevos, parece banheiro dos sem terra, aqueles que a gente vê à beira das rodovias onde tremula a bandeira do MST. Só faltou a placa de “ocupado”. O prefeito faz como ninguém. Se for de interesse público, aí sim, ele faz o contrário. Não contente com esses “presentes” todos, procurou um em especial que pudesse fechar o ano com chave de ouro. Nesse momento, algum aspone do seu lado esfrega sem querer a lâmpada e eis que surge o Aladim com uma brilhante proposta. Claro, Aladim quando chamado só realiza um desejo e faz a célebre pergunta: “peça um desejo que eu o realizarei”. “Mas só um”! Responderam em coro: “Querido Aladim, o que fazer para conseguirmos R$ 1.600.000,00 (hum milhão e seiscentos mil reais)”? Responde sua majestade: “simples, vendam uma rua”. Perplexos os aspones contrapõe: “mas como, uma rua”?. Antes de voltar para dentro da lâmpada Aladim responde: “claro, uma rua, pois assim todos que vivem e amam esta terra jamais esquecerão de vocês. Chau”. Sumiu para dentro da lâmpada e os sonsos que ouviram estas baboseiras todas realizaram in totum a orientação do Aladim. A esta altura do campeonato o presidente da SMTU vibrou com a história da venda, pois com o aproximar da Copa do Mundo essa rua “precisava” ser vendida (vocês não acham que isto é abusar da nossa inteligência, ou ele pensa que a nossa é igual à dele?). O chefe, sem se fazer de rogado, envia à “Casa de Leis” (sic) o projeto que o deixará imortalizado para a cuiabania. Foi o grande presente de fim de ano pra todos nós. Dentro de aproximadamente nove meses vai chegar nossa vez de retribuir esse presente a ele. Como? Vendendo alguma coisa? Claro que não. Como Aladim, seu rosto vai aparecer na urna eletrônica. A esta altura estará você frente a frente com a foto dele. Não se amedronte! Mande-o de volta bem depressa pra dentro da urna. Caso contrario, ele vai continuar a nos “encher” de presentes por quatro infindáveis anos! Só vai depender do seu “dedinho”! * EDUARDO PÓVOAS, cuiabano

Edição EDIÇÃO 16967




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