NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009, 13h:36

ONOFRE RIBEIRO

O futuro nunca morreu!

Dentro de enorme vagão mundial chamado crise, existem riscos enormes e oportunidades semelhantes. Por detrás disso tudo, também existem conceitos. Conversei ontem com o engenheiro Gustavo de Oliveira, diretor da Brita Guia e da Federação das Indústrias de Mato Grosso, em Cuiabá, a respeito do tratamento empresarial à crise e aos seus desdobramentos. Na sua visão, agora, em baixa produção, é hora de organização, de re-treinamento e re-qualificação de recursos humanos. Em tempo de alta produção não se faz uma série de coisas importantes no reordenamento. Porém, duas linhas de raciocínio de Gustavo de Oliveira merecem uma boa reflexão: o conceito que se inicia para o desenvolvimento não é mais o regional geográfico, tipo a China crescer sozinha. O crescimento agora passará a ser de oportunidades setoriais dentro do conjunto em função de nichos que apareçam, fora do “geralzão” tradicional. No caso do Brasil e de Mato Grosso, algumas áreas serão profundamente modificadas para cima, como a de alimentos porque o mundo continuará comendo e, provavelmente, dentro do novo reordenamento, até coma mais. Outras áreas como a mineral sofre setorialmente uma queda. Aí, diz ele, é hora de organização, para um salto de qualidade indispensável. Isso resultará em competitividade e na sobrevivência da empresa em melhores condições até mesmo do que no início da crise. O segundo ponto que ele levanta, é que nesse reordenamento, é preciso adiantar as discussões em áreas delicadas como a de recursos humanos. Demitir pura e simplesmente para garantir a sobrevivência financeira não é bom, porque além do custo da dispensa, há o custo do treinamento anterior. Além do mais, alguns setores aquecidos, como o de alimentos e da construção civil não conseguem recrutar por escassez de mão-de-obra disponível no mercado. Para evitar demissões, entram propostas de flexibilização como redução da jornada de trabalho e de salário, sem radicalismo. “Então, diz ele, precisamos antecipar as discussões mesmo em áreas delicadas como a trabalhista”. Aí entrariam, também, o banco de horas para compensação futura, e uma série de outras discussões importantes como o ambiente de mercado, a reforma tributária, por exemplo. Na realidade, a percepção de crise sempre traz pânico, diz o empresário. Cita o exemplo do frentista do posto onde ele abastece, que lhe disse, apavorado, no começo de janeiro: “Dr. a crise chegou. Tá feia!”. Ele perguntou: “mas janeiro não é sempre assim? “É”, respondeu o frentista. Nesta semana Gustavo voltou a perguntar e o frentista disse que a vida voltou ao normal. A relação da crise com a economia não é tão simples, assim, mas existe uma percepção de crise e existe, também, uma convivência e reação à mesma crise. A discussão e a reação à crise talvez seja a grande oportunidade desse momento, porém, observando mudanças de nichos setoriais e de reorganização para todos os negócios. O futuro nunca morreu! * ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e da Revista RDM [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL