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ARTIGO
Quarta-feira, 29 de Maio de 2013, 22h:01

EDUARDO PÓVOAS

O ex que faz escola

Na contramão do desespero da família brasileira e da maioria das autoridades deste país, um ex-presidente faz escola com sua absurda proposta da descriminalização da maconha. Enquanto pais e mães acorrentam literalmente seus filhos, em um claro sinal de desespero para tentar salvá-lo das drogas, vê-se por este país afora muitos deles, com “cabeça feita” por quem defende essa e outras malditas drogas, sair às ruas em passeata para pedir que o STF julgue o RE 635659 descriminalizando-as. Claro, influenciados por quem é “do ramo”, como disse o ex-governador Claudio Lembo em uma entrevista ao Jornal do Brasil, sentem no direito de também reivindicar uma “pitadinha”. Vejo na primeira página do site Terra do dia 27 de maio de 2013 jovens com faixa em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, defendendo esse absurdo. Se quem é adepto dessa descriminalização tivesse na família um caso sequer, sem ajuda financeira de ninguém, muito menos usando prestigio político que não existe na tentativa de salvar um filho, pensaria duas vezes ou milhares de vezes ao defender essa imoralidade. Claro, quem defende é “do ramo” e se sente à vontade para tal. Como pode o governo federal, estadual e municipal, gastando milhares de reais que poderiam ser empregados em escolas e postos de saúde para coibir o avanço das drogas, ver um cidadão defender o uso delas? Só me passa pela cabeça uma coisa: a senilidade, precoce àqueles que na juventude usaram todo tipo delas. Inadmissível a gente assistir todos os dias nas televisões a operações policiais pelo país afora tentando coibir o uso de drogas e alguém, com a cara limpa, defender seu uso. Inadmissível assistir às mães brasileiras de famílias humildes que não têm condições financeiras de internar seus filhos, em uma atitude desesperadora de salvá-lo, acorrentarem-no no pé de uma cama ou de um armário, e um cidadão que ocupou relevante cargo neste país, vir a publico defender o uso da maconha. Ele não deve ter um filho ou um neto com a cara enfiada nessa porcaria, caso tivesse, só teria um caminho: ou trata o parente ou senta no chão com ele e fuma toda maconha da Bolívia. Nossa esperança, a esperança da família brasileira, reside no STF. Temos certeza de que os srs. ministros atenderão ao clamor de milhares de pais e mães desesperados deste país e não aprovarão esse absurdo. Pouco me importa quem é do “ramo”. Se quiser fumar, que fume, mas deixem nossos filhos e netos longe disso! *EDUARDO PÓVOAS – pós-graduado pela UFRJ

Edição EDIÇÃO 16961




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