Durante a Segunda Guerra Mundial os soldados americanos passavam por momentos difíceis na Europa, que preocupavam seriamente o comando da tropa. Nesta época surgia nos Estados Unidos uma orquestra sob o comando de Glenn Miller. Ele ingressou no exército americano durante a guerra tendo se lhe dado o posto de capitão. Sugeriram enviar sua orquestra para a Europa com a finalidade de distrair os soldados americanos. Quando ia para a França para tocar para eles, o avião de Miler enfrentou enorme tempestade em cima do Canal da Mancha. Nunca mais foram encontrados, nem o avião nem o seu corpo. Deixou a orquestra e um enorme número de partituras. Quem as conhece sabe das maravilhas as quais me refiro. Uma delas, Moonlight Serenade, eu escutava todos os dias através da Radio a Voz DOeste na hora que almoçava com meus pais e irmãos. Fazia pano de fundo para a inconfundível voz de Alves de Oliveira com a sua crônica das doze e cinco. Alves de Oliveira, junto com seu amigo Adelino Praeiro, resolveram dar um presente à cidade verde. Nascia o Diário de Cuiabá, que carinhosamente alguns chamam de Diário de todos nós, ou Diário dos cuiabanos, pois é a nossa cara. Eu quando acordo, escovo os dentes, tomo meu guaraná e meu remédio de pressão, e corro para o computador para acessar o site do Diário. Navego com facilidade e fico por dentro das coisas importantes do país e do mundo. Meu saudoso pai enchia a boca quando se referia ao Diário de Cuiabá. Por muitos anos ele foi um colaborador assíduo deste jornal. Nunca, como eu, teve uma linha sequer censurada por sua direção. E olha que meu pai sempre foi um cavalheiro ao falar e escrever, enquanto que eu, nem sempre sou. Participa, nesses trinta e nove anos de existência, da vida política, econômica e social de nossa cidade e de nosso estado, sempre primando pela postura decente na imparcialidade da notícia. Prestigia os valores da terra, e dá, sem discriminação, a mesma oportunidade àqueles que escolheram a terra de D. Aquino Corrêa para viver. O Diário, tal como Jejé, Sinfrônio, Silva Freire, Gervásio Leite, Al. Right, Bar do Bugre, Bar Internacional e muitas outras figuras brilhantes da nossa cuiabania, são peças importantíssimas na perpetuação de nossa cultura, emolduram o arco-íris que maravilha nossas tardes chuvosas. Nas páginas do Diário tem-se um leque de opções para distrair e informar. Sua roupagem melhora dia-a-dia, sempre com a intenção de facilitar a vida do leitor, que afirmo, sem medo de errar, é a pessoa mais importante para seus diretores e funcionários. Parabéns a esse ícone da imprensa cuiabana que presta ao seu povo um serviço de alta responsabilidade informativa e social. * EDUARDO PÓVOAS é odontólogo
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