ARTIGO
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012, 21h:38
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LAURA NABUCO
O destino ainda é o MS
Que a Copa vai melhorar a vida dos cuiabanos (ao menos no quesito trânsito) não dá para discutir. As obras estão caminhando e, mesmo que não fiquem prontas até o Mundial, vão trazer alguns benefícios. A imagem de Cuiabá perante o resto do país e do mundo, no entanto, pode sair arranhada. Afinal de contas, nenhum turista viaja para trafegar por avenidas bonitas ou andar num sistema de transporte coletivo bacana. São itens que embelezam a viagem e contribuem para deixar o passeio mais gostoso, porém a intenção final é outra. Conhecer a cultura, lugares bonitos, experimentar comidas diferentes... É por isso que as pessoas viajam e é justamente isso que Cuiabá não tem a oferecer. Não tem e, pelo visto, não vai ter daqui a dois anos. Ou alguém aí já ouviu falar de investimentos em turismo por parte do governo do Estado? Até Chapada dos Guimarães, que há anos estava pronta para satisfazer os visitantes, não tem mais o que oferecer. As centenas de cachoeiras e trilhas de que o parque dispunha estão fechadas. Nem mesmo a Salgadeira, considerada destino da classe mais carente, está disponível. Os planos estão no papel há um bom tempo. Parte deles até já foi abolida, como o tão esperado bondinho que seria instalado em algum lugar entre o Portão do Inferno e a cachoeira Véu de Noiva. Como se não bastasse o prazo apertado para colocá-los em práticas, as secretarias de Meio Ambiente e de Turismo, que fazem parte do mesmo governo do Estado, sequer entram num acordo sobre como deverá ser a prometida reforma na região. E se Chapada, a menina dos olhos de Mato Grosso, está nesta situação, o que dizer das pouquíssimas opções de lazer que Cuiabá e Várzea Grande (que parece só ter sido lembrada por incluir em seus limites geográficos o aeroporto) têm a oferecer?! No final de contas, parece que o principal rival de Mato Grosso na disputa pelo direito de sediar o Mundial vai sair ganhando mesmo tendo sido derrotado. Referência turística quando se fala em Pantanal, nosso vizinho Mato Grosso do Sul deve se beneficiar do título dado à Copa daqui e ainda ficou livre do ônus: o trânsito caótico, fruto das obras. LAURA NABUCO é repórter