NA HORA
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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Terça-feira, 15 de Julho de 2008, 20h:44

LEITOR

Novo horário é debatido na Câmara

“Creio que em nenhum lugar urbanizado 80% da população vá para a cama entre 21 e 22 horas... Nem as crianças hoje dormem tão ‘cedo’ assim. Os fusos-horários foram estabelecidos numa época em que o mercado não comandava as decisões políticas e sempre expressaram certa coerência na divisão espacial em relação à incidência da radiação solar. Tenho certeza então de que 80% dos políticos que apregoam tais alterações não estão entre os que têm de levantar entre 5 e 6 horas da manhã depois de ter enfrentado um terceiro turno de trabalho à noite, mesmo que seja nas tarefas domésticas - coisa muito comum entre grande parte da população.” CLARICE SPOLADORE F. DOS REIS, professora, Cuiabá/MT [email protected] *** “Somos um pouco como as galinhas... começamos a nos aninhar em casa e a jantar quando começa a escurecer... No horário de verão, até me assustava. Acabávamos jantando muito tarde. Quando olhava o relógio... nossa!!! jantando às 20:00 ou 21:00 e indo para a cama às 23:00 ou 00:00!!! Se forçasse para dormir mais cedo, dormia de barriga cheia. Ao acordar, acabaaaada, depois de noite mal e pouco dormida, corria ao interruptor para acender as luzes para poder me arrumar para o trabalho, pois a escuridão era evidente!!! Eu tive mais despesa do que economia com energia. E querem fazer permanente o horário de verão? Só para quem não precisa acordar cedo talvez seja bom. É preciso analisar com profundidade esta questão!” TÂNIA MARA FISCHER DE CARVALHO, assistente social, Cuiabá/MT [email protected] *** “Acho hilário a Câmara querer revogar as leis da natureza e da geografia. Esse tema tomou enorme proporção devido ao vício da parcela da população na mídia televisiva.” LUIZ AUGUSTO VICTORINO ALVES CORRÊA, administrador, Cuiabá/MT [email protected] *** “Sou contra também; o que tem que ser feito é a sincronização do horário bancário de Mato Grosso com o horário de Brasília, mais nada, isto é só o que precisa fazer. O horário de televisão as pessoas não precisam se preocupar, porque as proibições já foram feitas.” PAULO GARCEZ DE CAMARGO Fº, Cuiabá/MT [email protected] *** “Esse projeto é uma afronta à população de baixa renda em Cuiabá. Só irá beneficiar grandes empresários, produtores rurais que têm aplicações em ações no mercado de capitais. O trabalhador de baixa renda não obterá nenhuma vantagem com esse horário. Nossos representantes políticos têm de entrar com uma ação para que seja feito um plebiscito com a população de Mato Grosso. Sou totalmente contra, e direi não a essa idéia absurda.” FRANCE WILLIAM DE CAMPOS LEITE, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] *** “Na minha opinião, caso haja mudança no horário de MT, igualando-o ao de Brasília, deveria haver ajustes também no horário comercial, escolar, etc., pois sabemos que, por exemplo, nas escolas que iniciam o período matutino às 7:00, há grande dificuldade da chegada dos alunos neste horário (no período de horário de verão), então as aulas deveriam iniciar às 8:00 até 12:00.” MARCIA ORTH, professora, Tangará da Serra/MT [email protected] *** “Acho ridícula essa proposta, porque há tantas outras coisas mais importantes para se fazer, ao invés de mexer em fuso horário, ainda muito me admiro que um senador de Mato Grosso se preocupe com isso.” JOSÉ LUIZ CALHÁO DE FIGUEIREDO, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] Cervejaria e reflexões inevitáveis “Oportuníssima a reflexão trazida pelo Onofre Ribeiro neste início de campanhas municipais. Enquanto isso, Cuiabá é enxergada pelos políticos apenas como um trampolim para o governo do Estado. O que interessa é ganhar as eleições. Só conchavos! O que fazer pela cidade é assunto de segundo ou terceiro plano, e quando acontece, já é visando à próxima eleição. As questões estratégicas passam batidas. Nada que tenha um tempo de maturação superior a dois anos interessa. Assim, por que discutir a integração continental via rodovia, aerovia ou hidrovia? O aproveitamento do centro geodésico da América do Sul? Por que discutir a ferrovia, ainda que seja a mais viável das ferrovias? Por que se importar que o fabuloso investimento – cada um muito maior que qualquer cervejaria - no gasoduto e termelétrica esteja parado por falta de gás porque o governo federal resolveu não colocá-los como prioritários em suas negociações com a Bolívia? E ninguém, nenhum dos políticos, se importa com isso. Se fosse em Marte, teria mais atenção. O gás pode trazer para Cuiabá a esquecida fábrica de fertilizantes da Petrobras e um sem-número de outros empreendimentos. Mas isso não rende votos para as próximas eleições. E o aeroporto internacional, o 17º mais movimentado do país, cujas obras não terminam nunca? E o Porto Seco de Cuiabá, que poderia ser um instrumento poderoso de alavancagem de outros empreendimentos? Não se vê uma voz cobrando incisivamente estas questões. Se pela mãozinha do Senhor Bom Jesus de Cuiabá um desses empreendimentos sai, aí é uma briga para sair na foto da inauguração. Já os líderes do interior brigam por tudo que interessa para seu município, não importa se é federal, estadual ou particular, time de futebol, desfile de miss, etc. Para os de Cuiabá e Várzea Grande o bom é pintar meios-fios e remodelar praças já prontas e bonitinhas. Dão placas, inaugurações, discursos e votos. Fazer novas, já é complicado. Demora muito!” JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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