ARTIGO
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010, 20h:10
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JONAS JOZINO
Novo governo, novos sonhos
O Brasil se prepara para mudanças a partir do próximo sábado, quando Lula entregará a faixa presidencial a sua sucessora Dilma Rousseff. Estas mudanças terão de ser rápidas, eficazes e seguras para uma população ávida em ver o País nos trilhos do Primeiro Mundo e, mais do que isso, como a maior potência do Planeta. Teremos Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, eventos que tradicionalmente mostram a capacidade de uma nação se agigantar, deixar de ser apenas um mero figurante do Mapa Mundi, para ter papel de decisão entre as principais potências. A partir de primeiro e janeiro de 2011 os olhos do mundo se voltam para uma mulher que não teve medo de pegar em armas, de ir a luta, de brigar por um sonho: o do Brasil livre, independente e com potencial para se desenvolver sem estar atrelado a ninguém. Chegou a hora desta guerrilheira mostrar, no comando do Brasil, tudo aquilo que pregava, que sonhava, que lutava durante a ditadura. Assim como o povo brasileiro estarei atento, acompanhando a administração Dilma. Seus principais desafios neste momento, além de manter inflação em baixa e gerar empregos, será acelerar as obras de infra-estrutura para que o País possa realizar a melhor Copa do Mundo em 2014. Tirando as obras de construção de estádios, o país está parado em outras importantes realizações, como infra-estrutura em estradas, aeroportos, saúde, rede hoteleira. É preciso lembrar que faltam apenas três anos para a Copa. Portanto, Dilma e sua equipe vão ter de arregaçar as mangas, de mostrar competência, agilidade e poder de pressão junto aos governadores e prefeitos das cidades sedes da Copa. Isso se não quiserem ver seus poderes sendo questionados ao mundo. A FIFA exige perfeição, agilidade e cumprimento de cronogramas. Não aceita erros e é a primeira a destroçar um país, um governo se as obras atrasam. Portanto, mãos a obra, recuperar o tempo perdido. Outra importante questão que o novo governo tem de atacar é com relação aos Jogos Olímpicos a serem realizados em 2016, no Rio de Janeiro. Mais do que dotar a principal cidade turística do Brasil de toda a infra-estrutura para a competição, temos de mostrar ao mundo que podemos bater recordes em conquista de medalhas de ouro. Para isso, é preciso construir centros esportivos em todos os rincões do país, incentivar a prática esportiva, descobrir jovens e promissores talentos. Será que vamos conseguir? Ai está a minha maior preocupação: sediar eventos e ser mero participante dói. Para sermos uma potência temos de ser os melhores em tudo, a começar pelo esporte. Assim, vamos rezar para o novo governo faça o dever de casa. JONAS JOZINO é editor do Caderno de Esportes do Diário E-Mail jjozino@diariodecuiabá.com.br