NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 07 de Junho de 2010, 21h:09

LORENZO FALCÃO

Nossos comerciais de TV

Na metade dos anos 80, mais ou menos, quando ‘virei jornalista’, fui convidado a trabalhar como revisor da Revista Contato pelo seu antigo e saudoso editor, Antonio de Pádua. Além de revisor, claro, dava meus pitacos. E assim criamos muitas pautas em conjunto, a maior parte delas, explorando o bom humor coletivo que impregnava a revista naqueles tempos. Fizemos uma matéria especial sobre palavrões e outra sobre os comerciais para televisão, produzidos naquelas priscas eras aqui em Cuiabá. O título desta segunda era: “Nossos comerciais: que horror”. Me veio à telha escrever este artigo ao zapear na minha TV paga em busca de algo mais interessante, no final de semana. E eis que o mal tempo cortou o meu barato. É. Porque é assim. Na época das chuvas, basta armar a borrasca, ou mesmo uma chuva simples, que a coisa sai fora do ar. E se chove todo dia, sai do ar todo dia. E nem me perguntem se o assinante tem algum tipo de desconto depois, ou algum bônus. Quá?! O que me sobrou foram os canais abertos. ... (Corta) Houve um tempo, entre os anos 80 e os anos atuais, em que era comum se dizer, ao assistir uma propaganda de TV produzida por aqui bem fechadinha: “Nossa, que comercial interessante. Parece até que foi feito fora daqui”. Infelizmente, havia essa xenofobia às avessas. Depois, passados mais alguns anos, parece que perdeu-se essa tal mania e nunca mais ouvi ninguém dizer isso. Julguemos, pois, que o padrão dos nossos comerciais tenha melhorado. Mas, nesse final de semana que passou, meio sem querer, acabei assistindo uns 15 minutos de TV aberta e passei pelo vexame de flagrar alguns comerciais locais. E minha memória replicou: “Nossos comerciais: que horror”. Nomes aos bois. Um da drogaria América, se não me falha a memória, que tem a foto de um casal e são aplicadas no homem e na mulher duas asinhas cretinas que se põem a balançar, e estas mesmas asinhas, logo em seguida vão parar na logomarca da farmácia. Que coisa triste. Que coisa feia. Me desculpem, se não for a Drogaria América; falha Nossa. Uma ótica e uma academia de ginástica também me surpreenderam com aquilo que há de pior em matéria de propaganda televisiva. Peco por não me lembrar do nome dessas empresas e nem me estendo sobre os tais VTs. Encerro criticando o comercial de péssimo gosto da Unimed, focado na passagem do Dia do Meio Ambiente. De última. LORENZO FALCÃO é editor do DC Ilustrado e escreve neste espaço às terças-feiras

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL