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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009, 19h:04

LEITOR

Nós e a copa do mundo

“Caro Dr. Onofre, Que bom ver você de volta. Parabéns pelo jeito de encarar os novos dados da conjuntura global e principalmente ‘local’. A sociedade mato-grossense vai precisar muito de suas análises metódicas oriundas de um profundo conhecimento dos fatos históricos deste Estado. Nesta oportunidade, você acertou em cheio quando tratou de rivalidades ultrapassadas. O grande inimigo do Mato Grosso não é o Estado vizinho, são as vaidades de nossos próprios políticos caipiras. É absurdo ver a falta de preocupação com os interesses da população, ver a falta de entendimento civilizado entre os poderes executivos eternamente atrás de prioridades politiqueiras. A Avenida das Torres, obra eleitoreira sem primazia no Plano Diretor e melhor exemplo, é do Prefeito ou é do Governador? O transporte coletivo da Capital é municipal, intermunicipal ou metropolitano? O VLT, projeto da população através da Associação dos Usuários de Transporte e que dorme nas gavetas do IPDU de Cuiabá desde o século passado vai ser recuperado por qual politiqueiro? A Copa do mundo é do Governador, do Prefeito ou é da população que, apesar das diretrizes da Lei 10.257/01, para nada foi consultada e, só agora, numa total falta de consideração, foi chamada para fazer figuração nas ruas? E muito mais ... mais ... mais ... não acabe mais! O Estatuto da Cidade e a Lei Estadual Complementar n° 83/01 são muito claros sobre a exigência de entendimento político ao nível do Aglomerado Urbano ou da futura Região Metropolitana, em fase de implantação e, no caso do PAC Saneamento, é mais que preocupante precisar do Secretário Executivo do Ministério das Cidades para impor um pouco de respeito mútuo entre os ‘supostos’ parceiros no desenvolvimento sustentável do Aglomerado Cuiabano. É urgente a ‘Sociedade Civil desorganizada’ acordar para exigir dos políticos o respeito às leis vigentes neste país e combater qualquer politiqueiro se colocando acima da Lei. Neste sentido a mídia, na sua maioria comprada, não está fazendo a sua parte, mas isto, caro Dr. Onofre, a sua credibilidade pode mudar. Além disso, um excelente trabalho está sendo elaborado na SEPLAN-MT e no Consórcio ‘Pró Cuiabá 300 Anos’ e a iniciativa dos vereadores Francisco Vuolo em Cuiabá e Charles Caetano em Várzea Grande, na tentativa de constituir a ‘Câmara Metropolitana’, são fatos básicos abrindo o caminho de acesso ao primeiro mundo.” JEAN M. VAN DEN HAUTE, Consultor, Cuiabá/MT [email protected] *** “O artigo está bastante esclarecedor, porém, não há como justificar os ataques que os campo-grandenses fazem aos cuiabanos, depois de tantos anos da divisão dos territórios. Eu, por exemplo, já encontrei muitos sul-mato-grossenses nas viagens pelo nosso país, e sempre que um deles é de Campo Grande, e fica sabendo da existência de um cuiabano no grupo, ocorre uma transformação imediata, e inicia-se um processo de comparação de cidades, culturas, comidas, falares e outras situações esdrúxulas, todas partidas dos campo-grandenses, que parecem sentir-se intimidados com a cidadania cuiabana, denotando a existência de uma certa insegurança ainda latente na sociedade campo-grandense.” FLAVIO BENEDITO DE SOUZA, Funcionário Público, Cuiabá/MT [email protected] Furto de energia cresce e Cemat reage “A grande pergunta que a Cemat nunca respondeu e quando responde é com evasivas, é quem verdadeiramente paga o prejuízo decorrente do furto de energia elétrica, alguém já viu uma empresa desse porte contabilizando prejuízo, ou mesmo trabalhando para sustentar ladrão, ou essa conta verdadeiramente está sendo direcionada para os consumidores regulares? Na cidade está havendo uma verdadeira inversão de valores, que certamente não acabará bem; será que as ligações clandestinas não superam as regulares? Quem fica no prejuízo? Não é quem paga regularmente? Por que quando o pessoal do corte chega, os ladrões não são penalizados, eles cortam as regulares e fazem vista grossa para as irregulares, os pais dão mau exemplo para os filhos, que serão futuros clientes negativos. Até onde isso vai parar, e quando os honestos pagarão a conta dos ladrões?” REMY FERREIRA, acadêmico de Direito, Cuiabá/MT [email protected] Cuiabá e Barcelona: ora, Campo Grande...! “Artigo de uma clareza e argumentos irretocáveis: parabéns, caro Onofre! Acredito que a oportunidade para ‘mudar’ o que deve ser mudado na face de Cuiabá é esta: parafraseando o ex-Primeiro Ministro da Inglaterra na II Guerra, eu diria que ‘nunca tantos quiseram tanto algo’ como agora! Pela primeira vez, vejo políticos de todas as cores partidárias defendendo a mesma bandeira, e mais: com projetos de melhoria para a cidade. E isso Cuiabá não pode desperdiçar. Sem jamais menosprezar Campo Grande com suas razões e méritos para sediar este evento, também acredito que Cuiabá tem um ‘quê’ a mais para ser a escolhida. Claro que não podemos cantar vitória antes do tempo, mas no mínimo, estamos concorrendo de igual para igual.” NATAL SANTANA, Educador, Cuiabá/MT [email protected] Mulher confessa o crime, mas diz que foi acidente “Mas que conto diabólico! A assassina deixa um bilhete pro marido que, segundo ela mesma, iria matá-la e à amiga; mas que amiga hein? Daí o marido chama a polícia e vai até ao apartamento da vítima, que sua mulher a diabólica passa pela vítima, isso já um cúmplice, porque o marido deixa passar, a vítima poderia ser socorrida e poderia está viva, mas não já estava, pois tudo foi calculado e planejado sua morte. Por outro lado a polícia, muito inteligente sem conseguir ver uma palmo adiante do seu nariz, deixou passar. Oras, será que esse policial não podia colocar a imaginação para funcionar um pouquinho só e pedir auxílio ao porteiro, de modo a desmantelar a trama toda ali mesmo? A vítima, por sua vez, era loira; meu Deus será que o dito popular torna-se verídico, que a própria vítima recolheu sua assassina? Por outro lado a própria assassina disse ao porteiro do condomínio, com ironia, que ele não deveria tê-la deixado entrar. Agora esse demônio vem dizer não foi um acidente. Vale uma pergunta: será que o delegado também vai engolir isso. Tudo isso está mais claro que a própria água cristalina, somente um cego pra não ver.” VERÍSSIMO LEMES DO NASCIMENTO, Servidor Público municipal, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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