Estar entre as cidades que vão sediar os jogos da Copa de 2014 seria uma grande vitória para Cuiabá. Ganha a cidade e ganham também os que nela vivem, já que para receber equipes e torcedores será necessário um grande investimento em infra-estrutura. A rede hoteleira, independente de Cuiabá ser ou não cidade-sede, já anunciou que serão injetados recursos da ordem de U$ 51 milhões no setor nos próximos três anos. Novas bandeiras estão chegando e as redes locais estão ampliando suas instalações. Com certeza muitos outros setores seguirão no mesmo rumo. A cidade deve ganhar um ar mais cosmopolita. Algumas coisas, porém, necessitam de reestruturação imediata. Esperar até 2014 seria tempo demais. É o caso do Aeroporto Marechal Rondon, porta de entrada para quem aqui chega vindo dos mais diferentes pontos do país. As obras de ampliação, entregues em junho de 2006, fizeram do terminal um local mais confortável para os passageiros e para quem ali trabalha. O ambiente climatizado, a vista panorâmica, a área de alimentação e o espaço mais amplo lhe deram mais qualidade. Mas ainda assim alguns setores precisam de mudanças urgentes, como as áreas de embarque e desembarque. É verdade que o projeto de ampliação ainda está inacabado e que a estrutura prevista é bem maior do que a que está em funcionamento. No entanto, é necessário que se acelere essa reformulação. Em dia de grande movimentação, especialmente nos feriados prolongados, férias e na época das festas de fim de ano, quando alguns vôos têm horários simultâneos, a sala de embarque fica superlotada e a espera para retirar a bagagem no setor de desembarque é longa, muito longa. Muitas vezes, o que deveria um agradável passeio acaba se transformando em algo por demais estressante. Uma única esteira para abrigar as malas de mais de 100 passageiros num mesmo momento é o que se costuma dizer por aí: Ninguém merece! Já está mais do que na hora de mudar essa situação, não dá pra esperar até a Copa chegar. Até porque o Estado recebe um grande fluxo de turistas durante o ano todo e, a perspectiva da operação de vôos internacionais com certeza justificam mudanças mais do que imediatas. TÂNIA NARA MELO é jornalista