ARTIGO
Segunda-feira, 02 de Setembro de 2013, 21h:29
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PRISCILA VILELA
Mudança de prioridade
Não é de hoje que a educação brasileira é pauta de discussão em todo o país por pessoas das mais diversas classes e posições políticas. E Mato Grosso, mais do que nunca, parece estar levando a discussão para a sociedade e ironicamente, graças a uma ação considerada questionável do próprio secretário de educação, Ságuas Moraes. A contratação de buffet por R$ 7 milhões para atender a pasta, gerou questionamento que já estava entalado na garganta de todos a muito tempo, sobre as prioridades de investimento do Estado. Se há tanto dinheiro ou arruma-se verba para comprar salmão, porque não consegue-se arranjar meios para melhor, por exemplo, a estrutura das escolas? Tudo bem que o próprio secretário, ao menos para este caso, tem explicações plausíveis, sobre a origem da verba e tudo mais, porém, o que casos como esse demonstram é que quando se quer dá-se jeito. Quer se busque auxílio do Governo Federal, reduzam-se gastos internos, mas a prioridade deveria ser melhorar a qualidade do ensino como um todo. Como até hoje as prioridades dadas pelos gestores são consideradas erradas, os próprios professores, diretores, enfim, envolvidos na educação decidiram mais uma vez ir para as ruas, parar as atividades e tentar forçar uma mudança de atuação no setor. As escolas estão em greve e os educadores tentam chamar a atenção do governador Silval Barbosa para que uma mudança seja feita, mas até agora, nenhuma resposta foi dada. Sem essa resposta, resta continuarem deixando milhares de alunos sem aulas, ainda mais ausentes da educação. E isso não é culpa deles, claro, é do Governo. Os manifestantes até foram na Assembleia Legislativa para chamar a atenção dos deputados estaduais e tentar chamar a atenção para necessidade de mudança de prioridades. Alguns foram vestidos de jogadores de futebol, levantaram cartazes falando que a melhor obra para a Copa do Mundo e a educação, mas até agora, nada. Que Silval e seus aliados resolvam dar a atenção que a discussão necessita e deem o primeiro passo para a mudança da prioridade. PRISCILA VILELA é repórter