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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2014, 19h:43

WILSON CARLOS FUÁH

Mas, e o Dom Bosco?

Vamos cantar, minha gente, quem sabe ele acorda? Salve, salve o Clube Dom Bosco, salve o time da colina, a vitória está conosco e a torcida está por cima... Quem de nós não sente saudade ao ouvir este hino? Vamos lembrar os seus grandes torcedores: Armindo Pipoqueiro, que teve a sua passagem no dia do retorno do time; Henrique Palminha, Carlinhos Ieié e lá no último degrau da arquibancada nós víamos o saudoso Professor João Crisóstomo andando nervosamente de um lado para o outro, suspendendo as calças e penteando os cabelos, torcendo fanaticamente pelo seu Dom Bosco, e não podemos nos esquecer também do Mexidinha. Os torcedores diziam para ele assim: “mexe aí, mexidinha, e ele mexia o corpo inteiro”. Por onde andarão esses torcedores? Por onde andarão aqueles dirigentes aguerridos como Paulo Borges, Álvaro Scolfaro, Paulo Rech e outros? O que fizeram daquela sede magnífica, onde se reunia a nata da sociedade cuiabana? Tinha belíssima estrutura e status de Clube Grande: Parque Aquático, Quadras de Tênis e Futebol de Salão, Salão de Baile para quinhentos convidados, enfim completa e bem localizada no bairro Bandeirantes, onde os namorados nos intervalos das músicas ficavam à luz do luar, sentados lá no alto da colina iluminada apreciando aquela vista privilegiada da nossa querida Cuiabá. Que falta fazem aqueles presidentes que exerciam seus mandatos com galhardia, e para homenageá-los lembramo-nos do sr. Joaquim de Assis, que montou aquele time inesquecível, (só para lembrar os pontos fortes: meio-campo com Dirceu Batista, Fidélis e Barga e ataque com Gonçalves, Adilson e Veiga). O Clube Esportivo Dom Bosco tem que dar uma sacudida com a união dos antigos diretores, se unir e dar uma vasculhada nas estruturas, e de imediato reformar do Estatuto do Clube, e promover eleição urgentemente, buscar o que há de melhor no mundo do Marketing com M maiúsculo. O Clube deve usar Marketing como a ciência inovadora do mundo moderno, como a ciência das transformações, como a ciência que aponta e supre as ações em busca de soluções duradouras e perenes. Com contratos de três a cinco anos firmados com empresas fortes, e a partir daí desenvolver planejamento quinquenal ao Clube. Tem que sair dessa sonolência e eleger um presidente que tenha visão empresarial, que busque equacionar as dívidas e que através do Marketing encontre novas receitas junto ao mercado, ou possa vislumbrar recursos através de aluguel ou mesmo promover a venda de uma parte do terreno não-usado da sede. Tem que mostrar credibilidade para dar o primeiro passo e viabilizando a construção de um Centro de Treinamento, para que o Clube Esportivo Dom Bosco possa montar a sua fábrica de craques, local que pode ser destinado para formação de jovens jogadores que futuramente serão base patrimonial para o Clube e para futura receita com a venda de atletas para os mercados nacional e internacional. Os conselheiros devem convocar várias reuniões para levantar dados, analisar a situação financeira do clube e implantar um sistema de informática tanto contábil/financeiro e como também do quadro associativo. Como é que pode um clube da grandeza do Dom Bosco ficar assim entregue às moscas, sem atividade social ou esportiva? Entre os sócios/torcedores há grandes “cabeças” pensantes, profissionais liberais e proprietários de grandes empresas privadas, que podem dar credibilidade e ajudar o clube a enfrentar essa situação de abandono em que se encontra hoje o nosso querido Azulão da Colina Iluminada, que já foi conhecido como “cartão de visita da cidade”. Os torcedores e os sócios não podem deixar passar essa oportunidade: é um momento histórico ver o time da Colina entrar em campo. É o momento exato para acordar esse gigante adormecido chamado Clube Esportivo Dom Bosco! *WILSON CARLOS FUÁH é economista, especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




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