Este é um artigo não-machista. Não convide sua namorada para ir ao cinema. Você corre o risco de pagar pensão durante toda gravidez misteriosa dela. Essa lei exige qualquer uma testemunha que tenha apenas visto você junto dela uma vez na vida, imagine um cinema inteiro. Depois dessas despesas é só gastar mais um pouco com os exames de DNA e exigir dela a devolução de toda pensão de gravidez que você pagou durante os nove meses indevidamente. Mas, se ela é pobre e recebe bolsa-família, meu amigo, você está ferrado. Nem juros, nem correção monetária e nem tampouco o dinheiro de volta. Ora, perguntei a uma senhora que acaba de abrir uma empresa como ela fará com as empregadas que ficarem grávidas. Ela me respondeu que fará a mesma coisa que os bancos privados fazem. Tem um ginecologista de plantão que examina todas de meia em meia hora. Só que esta nova empresária do ramo de moda me fez uma importante revelação: ela não contrata, nem que a vaca tussa, qualquer mulher do sexo feminino (?) para sua empresa. E me detalhou que só contrata gays por serem mais alegres, competentes, sem frescuras e excelentes profissionais da área. Não ficam grávidos. Com a vantagem de nunca ficarem emburrados(?) quatro dias por mês e ainda proporcionarem o risco à empresa de parar ano após ano por causa das licenças-maternidades que são o maior incentivo dos países atrasados para a explosão populacional, pois os pobres adoram ficar grávidos a fim de receberem bolsas e mais bolsas-esmolas. Agora, surge essa novidade em que qualquer grávida, com todo o respeito e admiração ou inveja pela lindeza da vida e do amor que respeita a eternidade, pode apontar qualquer um, desde que consiga uma só testemunha, como pai da futura criança a fim de se impor ao campeão um desembolso financeiro dessa mega-sena uterina. Idêntico à lei Maria da Penha em que muitos interpretam erroneamente como se fosse outra lei que protege um só lado do um casal. Para o lado da mulher. Na verdade, a lei fala em cônjuge que apanha e não especifica se é o homem ou a mulher. Tenho um amigo que apanha da mulher pela manhã, à tarde, à noite e de madrugada. Ela diz que bate sem saber porquê, mas afirma que ele deve saber. Ele até se acostumou mas, agora que descobriu que também pode dar parte dela na polícia, já comprou até mercúrio cromo. Ou a famosa lei brasileira contra o racismo em que há interpretações tão esdrúxulas como as que impõem que tal lei seria uma lei de proteção ao negro ou lei contra os brancos. Nada disso. A seriedade da máxima de que todos são iguais, determina que qualquer deboche envolvendo raça ou cor deva ser punido. Se um branco menosprezar um negro por causa da raça deve ser punido. Se um negro debochar de um branco por causa da raça, também deve ser punido. É a lógica do Direito. Portanto, esses apelidos dolorosos de branquelo descascado, alemão batata, come queijo com barata podem, sim, impor enquadramento legal e ser determinarem punição de acordo com a lei contra o racismo. Os jovens começam a procurar, desesperadamente, médicos para se esterilizarem com urgência, pois a qualquer momento, o oficial de justiça poderá bater as suas portas exigindo pagamento de gravidez de alguma amiga da universidade ou da festa regada a muita bebida numa noite dessa juventude gostosa de hoje. Só me preocupo com essa outra indústria dos espertalhões sexuais que está surgindo. Outra lei poderá ser votada nesta semana neste maravilhoso congresso atual do amém nacional. É a lei da boca torta, uma espécie de despesa com tratamentos e indenizações por brigas entre casais de namorados, em que um deles fica traumatizado e com o rosto repuxado de ódio, seqüela neurológica que requer tempo e dinheiro de pensão de um dos lados dos namoradinhos. País sério é outra coisa. * PAULO ZAVIASKY é jornalista. Está no 24horasnews e comenta pela Rádio Natureza de Chapada (MT) e rede de emissoras autorizadas
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