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ARTIGO
Sexta-feira, 20 de Março de 2009, 21h:33

PEDRO LIMA

Jarbas e Gilmar

Confesso que tinha péssima impressão do ministro Gilmar Mendes pela sua postura quando da votação da cobrança de previdência de aposentados e pensionistas. Além de ter votado a favor do governo, contra o direito adquirido dos servidores públicos, contra a Constituição, ele que é um dos guardiões da nossa lei maior, ainda foi autor de uma declaração de uma infelicidade a toda prova, quando disse que se fosse para respeitar direitos adquiridos, donos de escravos também teriam que ter seus direitos resguardados. Comparar a escravidão, a página mais vergonhosa da história do Brasil, uma verdadeira afronta ao espírito cristão, um insulto a Deus, uma barbárie inqualificável, com um servidor público que, na sua juventude, fez uma opção de vida, prestou um concurso público sob a égide de uma lei vigente e, que após uma vida inteira trabalhando, já velho e cansado teve os seus direitos adquiridos rasgados pelo STF, é um comportamento absolutamente inaceitável. O MST, escondido na bandeira da reforma agrária, está levando terror ao campo e anarquia às cidades. Já promoveram quebra-quebra na Câmara dos Deputados, invadem repartições públicas, praticam crime ecológico derrubando áreas de reserva ambiental, fazem toda espécie de sujeira nas sedes das fazendas e fica por isso mesmo. A omissão criminosa das autoridades constituídas, ressaltando-se a do presidente Lula, que está brincando de ser presidente, está adubando um foco de guerrilha que virá a ser um papel carbono da FARC, e ainda – a menos que entre um presidente sério e responsável em 2010 - vai causar muito derramamento de sangue no futuro e desestabilizar o país como ocorre na Colômbia. O MST está provocando uma anarquia na nação. Brinca com a justiça – muitas vezes sob a cumplicidade de governadores de esquerda como no Pará, o que cria problemas institucionais que ferem de morte a democracia. O Brasil necessita de uma reforma agrária, mas tem que ser feita com seriedade. Nós temos em Mato Grosso vários exemplos de reforma agrária bem sucedida. As cidades de Rondonópolis e Dourados, orgulhos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, municípios pujantes, grandes produtores na agricultura e na pecuária, foram projetos de reforma agrária do governo Arnaldo Figueiredo, com a seqüência no governo Fernando Correa. A Codemat, no governo Pedrossian, implantou na grande Cáceres assentamentos que originaram municípios ricos, fontes de riquezas para o estado. Os governos Fragelli e Garcia Neto incentivaram a ocupação do médio-norte e nortão com tanto sucesso que até se fala na criação de um novo estado. Juína é um dos exemplos do brilhante trabalho da Codemat. No governo militar o Incra, para não delongar muito, implantou Guarantã do Norte, e Lucas do Rio Verde. Tanto o Incra quanto a Codemat têm uma história de sucesso em Mato Grosso. A lida do campo é dura e difícil, é preciso ter vocação e muita coragem para trabalhar. Não se faz reforma agrária com baderneiros, desocupados, viciados em viver de cestas básicas. Tem gente que não sabe nem pegar numa enxada ou num machado, que se ganhar um lote de terras vende para o primeiro comprador. O que mais existe por aí são contratos de gaveta. A esquerdistas radicais como o ministro da justiça, Tarso Genro, que tem o desplante de declarar que quando o MST mata é um arrojo, não é crime, não interessa a paz no campo. Pois que, eles não sabem fazer política construindo. Mostraram-se completamente despreparados para o poder, o lugar deles é na oposição. O senador Jarbas Vasconcelos deu o grito de basta na corrupção, e o ministro Gilmar Mendes deu o grito de basta na anarquia. Com a palavra o Poder Executivo. * PEDRO LIMA é analista político e advogado [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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