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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 22 de Agosto de 2009, 08h:03

LEITOR

Invasão religiosa

“Parece que o retorno da religiosidade em tempos contemporâneos é um fenômeno social que ultrapassa os limites regionais e mesmo nacionais. Trata-se de um fenômeno ainda pouco explicado por quem quer que seja. Penso que o despertar atual deste “gigante” precisa ser melhor e mais profundamente explicado. Penso ainda que a raiz mais profunda do despertar das religiões e crendices das mais variadas na contemporaneidade é o mecanismo de crença que está presente no interior da lógica do desenvolvimento da própria modernidade capitalista. Não é verdade que quase todos, tanto os que se reputam religiosos quanto os que se reputam laicos, se colocam como meros súditos e devotos da ‘economia’, esse gigantesco dispositivo que se autonomizou, se agigantou e se tornou um ídolo que exige sacrifícios e demanda adoração ininterrupta e infinita? Não foi isso que se mostrou e se mostra com a crise econômica? Este mecanismo teológico escondido na economia capitalista autonomizada é o cerne de todas as outras crenças, mesmo as que aparentemente contrariam sua lógica própria. Não se pense em ‘retornos’ ou retrocessos a tempo medievais. Este novo misticismo, ainda que mescle algumas características de crenças outrora vigentes é novinho em folha. O novo misticismo é, por um lado, formado por novas crenças fetichistas, ou seja, por recursos psicossociais que tornam a incontornável realidade da modernidade capitalista mais tolerável, mais agradável e mais afável, geralmente ligada a valores ‘não-ocidentais’ de toda ordem (uma espécie de ‘zen-capitalismo’). E, por outro lado, os neo-pentecostalismos estão se tornando altissimamente flexíveis para abarcar cada vez maiores segmentos de populações que já foram há muito desterrados das formas tradicionais de cultura religiosa popular. Se o misticismo cristão popular já produziu, certa feita, um arraial de Canudos, um território relativamente autônomo e liberado, uma ‘proto-comuna’ no interior do sertão brasileiro, os neo-pentecostalismos e os carismáticos de hoje em geral produzem uma verdadeira indústria de milagres, cuja moeda sacrificial se tornou somente o mais puro e vil metal. Não há mais dádiva, mas uma troca mercantil pura e simples. Presentes estas grandes coordenadas, vemos que não se trata de uma surpreendente ‘regressão’ estes novos misticismos contemporâneos: na verdade é o desdobramento mais racional e lógico de uma sociedade que perdeu há muito a capacidade de se pensar como tal. Enfim, para mim não existe um ‘laico’ forte ao qual poderíamos recorrer como antídoto ao neo-misticismo. Em nossa sociedade, se pensarmos bem, as laicizações ou secularizações foram, até então, modos de enterrar ainda mais fundo os mecanismos de crença religiosa. Penso que, aos que pretendem reagir contra o despertar deste gigante, deve ser levado em consideração a hipótese de uma sistemática e insistente profanação, no sentido mais radical do termo.” JOELTON NASCIMENTO, Professor, Cuiabá/MT [email protected] Político “A todos os políticos de plantão e para aqueles que estão no banco de reserva esperando uma oportunidade para assumir algum cargo, qualquer que seja. A copa do mundo vem aí, esta será uma grande oportunidade de mostrar que Cuiabá tem político sério, inteligente e trabalhador, pois suas obras serão a vitrine que mostrará nossa capital para o mundo. Portanto, vamos deixar a politicagem de lado e vamos pensar sério no bem estar do nosso povo.” WALTER CAVALARI, empresário, Cuiabá/MT [email protected] Escola com chão de terra e teto caindo “Eu sou estudante dessa sala e não é bem assim a sala não. Nós alunos gostamos muito de lá, a sala é molhada sim e quando a gente anda não sobe poeira não, a sala é uma mais frescas e o teto não está a ponto de cair porque foi bem reforçado antes. E nós estamos lá por pouco tempo porque já foi reformado um lado da escola e o outro onde se encontra essa sala vai começar a reforma. Nós, alunos da Escola Estadual Paulo Freire não queremos sair dessa sala. E eu acho que vocês se enganaram na hora de escrever sobre a nossa sala.” GABRIELA CAROLINE NASCIMENTO, estudante, Marcelândia/MT [email protected] *** “Embora houvesse um erro no projeto, sabemos que vai ser resolvido, e que não importa o ambiente para se estudar, porém em uma estrutura bem confortável as crianças têm melhor rendimento.” PATRICIA BOESING, bancária, Cuiabá/MT [email protected] Agricultura vai pedir mais R$ 2 bi “R$ 2 bilhões é o custo previsto para a União terminar o asfalto da BR-163 do Mato Grosso até o porto de Santarém. Com certeza se as ONGs tivessem deixado o Governo asfaltar a Rodovia, hoje o povo não estaria gastando esses R$ 2 bilhões, a exemplo do que gastou o ano passado e gastará muitos anos ainda. Não estaria gastando porque aí viabilizaria a exportação do milho via porto de Santarém, com preços melhores para os produtores. Está aí um bom exemplo do quanto essas ONGs ambientalistas estão causando de prejuízos ao povo brasileiro. Agora vamos gastar R$ 2 bi a mais para levar o produto ao Porto de Santos ou Paranaguá, em milhares de caminhões, jogando milhões de litros de petróleo na atmosfera. Que coisa boa! Daqui uns dias essas ONGs vão querer impedir também que se faça a Hidrovia Teles Pires Tapajós. O povo deixa e os interesses internacionais vão prevalecendo.” GILBERTO ROSSETTO, comerciante, Lucas/MT [email protected] Contra o tempo “Gostaria de fazer alguns questionamentos. É assustador saber o valor do projeto da construção do novo Estádio de Futebol para a Cuiabá. R$14.500.000,00 é muito dinheiro, ainda por cima sem licitação. Não dá para acreditar que demolirá o estádio Verdão e todo o complexo lá existente, para fazer um outro no mesmo local. Por que não construir um novo estádio entre o Rodoanel, que a prefeitura está construindo, e a avenida Miguel Sutil? Afinal de contas, quando custará o novo estádio?” WALTER JOAQUIM SANTANA, comerciante, Cuiabá/MT [email protected] Cem intervenções previstas para Capital “Obra rápida e barata é sinônimo de coisa mal feita. Estão fazendo um trecho do Jardim das Américas, onde o asfalto está péssimo. Será que recapearão todo o trecho, ou farão os remendos horríveis de sempre? Será que usarão aquela massa asfáltica de péssima qualidade, que sempre usam? Atenção! Onde estão os fiscais para acompanhar o andamento e a qualidade da obra. Chega de obra mal feita. Não adianta fazer 100 obras mal feitas. Preferimos 30 bem feitas...” OLEGÁRIO FONTES, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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