ARTIGO
Segunda-feira, 27 de Julho de 2015, 20h:03
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MARCOS LEMOS
Impeachment ou golpe?
O Brasil e os brasileiros vivem momentos de tensão e de expectativa. Só uma pergunta interessa e poucos ou quase ninguém tem a resposta. Qual será o nosso futuro daqui para frente? A crise vai passar, vai perdurar ou vai remeter novamente a Nação para uma condição subdesenvolvida? Aliás, por mais que eu não queira acreditar, acho que nunca saímos da condição de subdesenvolvidos. Antes de tudo preciso deixar claro e lúcido que não tenho opção por este ou por aquele político ou candidato derrotado e muito menos vencedor. A presidente da República que aí está, foi legitimamente escolhida pela maioria, então se falar em impeachment soa muito mais como um golpe político, tramado por aves de rapina, do que uma decisão regular, legal e definida. A própria legislação, exige a comprovação de crime para se falar em impeachment, mas como no Brasil e pela vontade do Ministério Público basta ter indícios e falar, e falar até as pessoas acreditarem. Vejamos a questão pelo lado prático. Antes da crise política e econômica, por isso, as pesquisas indicam a rejeição da atual mandatária política do país, ou seja, mexeram no bolso do povo, o Congresso Nacional, condenado como sempre e chamado de fisiologista, não tinha credibilidade para criticar ninguém. Porque agora, diante da crise política e econômica, os senadores e deputados federais passaram a ter o condão e a transparência exigida para se promover um processo de impeachment? Temos que ser justos, não dá para apontar que todos os 81 senadores e 513 deputados federais são fisiológicos e pessoas de conduta reprovável, mas era este o sentimento que existia e sempre existiu em todas as pesquisas. O que fazer então? Como encontrar um ponto de equilíbrio, pois quem continua saindo como o grande prejudicado é a população, o cidadão, se bem que no Brasil, crise, ainda mais econômica, sempre foi o caos da maioria e a benesse da minoria dominante que vai ganhar muito, mas muito dinheiro seja por especulação ou favorecimento. Acho como brasileiro, e acredito que a grande maioria deve pensar assim, que o atual governo trará um grande ensinamento, o de saber votar. Só que volto a frisar, este pensamento é meu, até porque conversava com uma senhora distinta, do alto dos seus mais de 65 anos e que não menos diferente de todos nós reclamava da situação, do alto preço das coisas, mas alertava diante de toda sua experiência: sic... Por mais que falem da Dilma e do Lula, é preciso reconhecer que o que tenho e meus filhos também, foi fruto da política social deles... Os três filhos da senhora são subempregados, um é servente de pedreiro de dia e garçom à noite. O outro é mecânico em tempo integral, inclusive com socorro para eventuais veículos quebrados em horário impróprio. O terceiro é uma mulher, cabeleireira de dia e à noite e fim de semana, ainda faz bico de manicure. Todos tem casa do Minha Casa, Minha Vida e carro financiado e até já se arriscaram em fazer um pacote de viagens à praia, sendo que alguns deles nem mar conheciam. Resta a nós e a todos os brasileiros, pensarmos e avaliarmos a cada vez que formos às urnas. Podemos não concordar com o atual governo, mas será que se a crise econômica não existisse, a Lava Jato, a Petrobrás entre outros escândalos estariam afetando a credibilidade dos nossos mandatários? MARCOS LEMOS é repórter