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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013, 22h:18

EVALDO DUARTE DE BARROS

Helena, meu novo amor!

Lembro-me da manifestação carinhosa que tomou conta de mim quando nasceu Annadélia, o meu mais novo amor! A chegada da primeira neta, presente da primeira filha, assegurava-me o enraizamento na terra que me serviu de berço, da minha genealogia. Agora, nesta segunda-feira ‘pós-Carnaval de fevereiro, recebo de presente a minha primeira bisneta Helena, que é neta da minha primeira filha Eunice Helena e filha da minha primeira neta Annadélia. E eis-me aqui, neste mesmo lugar do Diário de Cuiabá de tantas histórias minhas, a burilar uma prosa encachoeirada, uma espécie de rosca sem-fim... Helena, eu precisava tanto falar com você! Dizer-lhe do meu amor que você arrebatou para consumo próprio neste início de vida, quando a pureza da inocência ilumina a casa, a roda e faz a alegria geral com a sua chegada! Quando você foi para o berçário e todos que acompanharam o seu nascimento no Hospital puderam, finalmente, ver o pinguinho de gente que você era, recebi o telefonema de sua bisavó Daisy entre os soluços de muita alegria dizer-me: “Evaldo, ela é linda”! Também pudera, né?, Helena, você é filha de Annadélia e Vinícius, um conjunto harmonioso que mescla beleza física com riqueza espiritual. Também seus avós Eunice Helena e Benedito Carlos formam um lindo casal. Você chega com Cuiabá lutando para melhorar a aparência de cidade sofrida. Beirando os trezentos anos, dos quais duzentos e cinquenta de completo abandono e esquecimento, a nossa terra foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de futebol. E entre obras, buraqueiras nas ruas e muitas dívidas para você ajudar a pagar os empréstimos, existem centenas de conterrâneos nossos usando máscara após o período momesco ... Há hoje, Helena, indigência de ideias e algumas alardeadas não passam de delírio em sinal evidente do menoscabo à inteligência coletiva. Não sei o tempo que me sobra para falar com você. Mas não perderei ocasião para fazê-lo. Lembre-se, Helena, que é você quem está no comando de seu próprio armazém de lembranças e jamais se esqueça de que só a força da fé é capaz de construir uma posição sobre as mazelas do ser humano. Seja bem-vinda, Helena, a sua cadeira estava vazia na nossa roda à espera de sua beleza e alegria. Que Deus a abençoe! *EVALDO DUARTE DE BARROS é procurador de justiça aposentado e colaborador do Diário.

Edição EDIÇÃO 16961




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