ARTIGO
Segunda-feira, 05 de Setembro de 2011, 20h:05
A
A
LORENZO FALCÃO
Futebol e cerveja
Com um olho no computador e outro na televisão. Mentira. Com os dois olhos no computador e os ouvidos acompanhando a narração da TV. De vez em quando, uma desviada do computador pra acompanhar o replay de um ou outro lance que vale a pena. Eu diria que o jogo do Brasil ontem à tarde não atrapalhou meu desempenho profissional. Graças, principalmente, a empáfia que costumam ser os amistosos da seleção brasileira. Por falar em empáfia, outro nome que me vem à cabeça é Mano Menezes. Até pra fazer propaganda da kaiser, que não chega a ser uma graaannnddeeee cerveja, na minha humilde opinião, o sujeito é bastante sem graça. Em matéria de propaganda de cerveja, a inexpressividade do Mano concorre com a da Sandy. Mas o problema da Sandy é outro. Ela não leva o menor jeito pra propagandear uma cerveja chamada devassa. Agora, em matéria de propaganda de cerveja, faz horas que não vejo ninguém mandar tão bem quanto a Hebe Camargo. A loira jurássica, em seu antigo programa, pegava lá uma grande taça e mandava pra dentro um gole daqueles de fazer inveja pra qualquer marmanjo. E era da nova schin, uma cerveja que, convenhamos, também não está com essa bola toda. Mas, voltemos ao futebol. Joguinho morno. Medíocre. Foi lá em Londres e muito bem escolhido o lugar, já que foi uma partida pra inglês ver, embora as torcidas presentes fossem de Gana e do Brasil. A única coisa que salvou foi a volta de Ronaldinho. Jogou a bola que vem jogando no Flamengo. Está com 31 anos e vamos ver se consegue manter-se nesse nível até 2014. Ganso, coitado, parece cada vez mais afogado. Faz horas que não mostra aquele futebol que, apesar de cadenciado, resolve uma partida de futebol. Então, depois da cerveja e do futebol, em plena segundona braba, vou encerrando minhas palavras. Não sem antes registrar que gostaria de ver o Mano Menezes prestando seus serviços futebolísticos em outras plagas. Plagas mesmo, com l. Porque praga é outra coisa. É a capital da República Tcheca, uma cidade sem culpas (com cem cúpulas), neste caso específico do futebol brasileiro. LORENZO FALCÃO é editor do caderno Ilustrado e escreve neste espaço às terças-feiras. tyrannusmelancholicus.blogspot.com