No próximo domingo, às 14h30, a Fifa anuncia as doze cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Nas bolsas de apostas, Cuiabá aparece bem cotada para ser uma das vencedoras na disputa que trava com Campo Grande. Na cidade, tem muita gente com livre trânsito junto ao governador Blairo Maggi e ao secretário de Turismo e presidente do Comitê Pró-Copa Yuri Bastos, que afirmam que os dois já foram avisados pela Fifa e CBF da vitória. Ambos negam. A ordem é aguardar. E o jeito será aguardar. Mas se em Cuiabá a cautela é a palavra de ordem, em Campo Grande o ataque e a jogada ríspida, o carrinho por trás vem sendo a tônica. O governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli, no último domingo deu demonstração cabal de que como o vizinho estado está nervoso nesta disputa. Sem medir palavras e mostrando ser um zagueiro de poucos recursos disse que Cuiabá só vence se apelar ao tapetão. Ora, nesta disputa ninguém vai conseguir nada apelando. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, foi até mais cedo para os EUA, fugindo dos desesperados apelos de políticos como Pucinelli que querem, a qualquer custo, ter a Copa. Ele se esquece que a decisão será da Fifa, unicamente por critérios técnicos. Critérios, aliás, que Cuiabá cumpriu a risca, nos mínimos detalhes. Mas, deixando o desespero de Pucinelli de lado, é preciso enaltecer a forma como os responsáveis pelo projeto Cuiabá 2014 estão trabalhando. Ninguém canta vitória, embora todos os indícios mostrem isso. A pregação é a cautela, a espera. Como disse Yuri Bastos não é hora sequer de abrir uma latinha de Coca-Cola. Mas é bom estocar o produto, deixar na geladeira para a festa de domingo. Agora, a vinda da Copa para Cuiabá será importante para que a cidade possa crescer, se desenvolver. Quem disse que o futebol em Cuiabá não vale nada, não merece crédito e não é prioridade, terá de rever suas posições. Com a Copa, muita coisa vai mudar, a começar que o futebol será o carro-chefe do desenvolvimento do Estado. Finalmente, este esporte tão deixado de lado por muita gente que nunca quis ajudar vai sair do ostracismo. E os que denigrem o nosso esporte vão ter de admitir que o futebol e o esporte em Mato Grosso tem credibilidade e é prioridade. Afinal, será através dele que Cuiabá e o Estado poderão apresentar o crescimento tão desejado por nós. JONAS JOZINO é editor de Esportes do Diário
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