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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2011, 19h:40

ANA ROSA

Fofocas diplomáticas

Comecei o ano entrando em mais uma rede social. Se está todo mundo lá, eu, mesmo que um pouco atrasada, não posso ficar de fora. É praticamente uma contradição. Cada vez mais sem tempo, mas com mais uma obrigação social de ver o que está acontecendo pela rede, com os que sigo, o que está nos trending topics do twitter. Essas redes sociais servem como mais um meio de informação, seja útil ou inútil. Com que freqüência você está conectado? O tempo todo. A internet revolucionou as relações sociais. É interessante quando converso com jornalistas das mais antigas e eles relatam como era o exercício na profissão há um tempinho. Não existia internet para pesquisar sobre algum assunto. E telefone não era como hoje, em que você liga no celular do governador e ele te atende! Imagina, falar com o governador não era coisa simples, a não ser quando se estava no mesmo local que ele. Não que hoje seja fácil assim, mas não custa nada um exercício de imaginação para deixar esse artigo mais atrativo. E, para confessar, às vezes você dá sorte. Uma das transformações nas relações e modo de convívio em sociedade pode ser exemplificada com o caso do famoso Julian Assange, o dono do famoso WikiLeaks. Há dois meses essas duas palavras seriam precedidas por “quem” e “o que”. Mas Assange e o WikiLeaks são mundialmente conhecidos. Um site de fofocas diplomáticas que deixou muito manda-chuva na saia justa. Depois de todo o vazamento de informação sobre presidente, ministros e aitolás e a consequente prisão do Hacker, não por vazar documentos oficias, mas pela acusação de pedofilia, eis que vem a revanche dos “amigos” Assange. Outros Hackers que creditaram à prisão dele como uma forma de censura. Os ativistas viraram Hacktivistas. Depois que diversas empresas fizeram boicote ao site do Assange, como a Amazon, mastercard e Visa, veio o fogo cruzado. Os hacktivistas colocaram a cavalaria eletrônica a postos e fire! Mais de mil hackers organizaram um ataque às empresas com robôs digitais direcionando para os sites milhões de comando por minuto com a intenção de sobrecarregá-los e assim tirá-los do ar, ainda que por algumas horas. E usaram sites como twitter e facebook para “se encontrarem”. A guerra é virtual, não há mais multidões nas ruas bradando hinos mobilizadores. Uma guerra sem tiros. Isso mostra a impressionante forma de reorganização dos hábitos de socialização que a internet permite. Seja para novos ativistas, seja para olhar as notícias mais comentadas do dia. ANA ROSA é repórter

Edição EDIÇÃO 16968




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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