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ARTIGO
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011, 20h:57

ELESBÃO MORENO DA FONSECA

Fatos consideráveis

As intenções mais sérias, sisudas, vez ou outra, escorregam imperceptivelmente, e desembocam em um hilaridade não desejada. Muito além da inocente hilaridade existem, redundância de funções, ao menos nas siglas. Vejamos. A antiga Secretaria de Estado de Infra-Estrutura tornou-se Secretaria de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana. A antiga SINFRA tornou-se SETPU (impossível não completar, mentalmente, a sugestão da sigla, e quando não for possível o extravaso, conter o riso). Criou-se a Secretaria de Cidades, que a se acreditar na função que se define pelo nome deveria também cuidar das pavimentações das urbes. Se assim o é ou deveria ser porque então aquela pavimentação urbana na SETPU. Qual a intenção? A SETPU vai fazer a pavimentação urbana ou a Secretaria de Cidades? A função da Secretaria de Cidades não contempla, pois, obras, dentre as quais a pavimentação? Se assim não é, qual a sua função? A se pensar muito, e não encontrarmos respostas, trocaremos passos erráticos e estaremos dançando o samba do afro-descendente doido. Além, muito além dessas observações é necessário que fatos outros nos sirvam de lições para que não cometamos erros. O período chuvoso trouxe mortes e destruição na região serrana do Rio, mas, todos os anos repetem-se cenas com a certeza de que o sol nascerá amanhã, independentemente de quem nasça ou morra. São os alagamentos, mormente nas regiões dos córregos, ribeirões e rios. E todas as cidades, com todos esses problemas, ainda sonham em ter uma avenida beira-rio. Ainda que para construí-la ocorram desbarrancamentos. É óbvio e ululante que quaisquer cheias dos rios e córregos estes vão despejar suas águas. Porque não se pensar em uma legislação que proíbam construções a menos de mil metros dos cursos d’água, excetuando-se, naturalmente as pontes. Construções em vales deveriam ser autorizadas tão somente após estudos dos solos componentes das elevações do entorno. É caro? Quantifiquem, pois em termos monetários as vidas que se perderam na tragédia fluminense. A força da comunicação virtual está moldando uma nova civilização, esperemos que a civilização da liberdade. O mundo árabe está experimentando para o assombro dos senhores dos povos e detentores de toda a sabedoria, vulgo ditadorezinhos baratos, a força do povo, a força da união e a força da comunicação virtual. No Brasil existe a profusão de canais de televisão e rádios nas mãos dos políticos. Porque será? Necessidade de auto endeusamento? As suas ações não levam a mídia para elas e consequentemente para os autores e atores políticos? Pela internet, felizmente, pode-se medir a efetividade das ações políticas quase que instantaneamente. Dado importante para que políticos possam refletir sobre ações pirotécnicas que faz com que as condições brasileiras reais sejam a falta de saneamento básico, miséria em favelas (combatida com muros de separação, não é Sérgio Cabral)? Drogas, prostituição infantil (agora é época, pelo carnaval, de chamadas televisivas com mulheres totalmente peladas em imagens que viajam o mundo). Depois há uma política oficial de combate ao turismo sexual. Paradoxal e hilário, tragicamente hilário. Como não falar de Antonio Sodré, que nos deixou, e que dizia que uma árvore torta pedia um verso seu. Nós sabemos que estarás ao lado do Criador, que fará de ti, para nossa alegria, raiz de todas as nossas poesias. Poetas, músicos, declamadores, atores e toda a arte de toda a parte, te pedem a bênção, Sodrezinho. *ELESBÃO MORENO DA FONSECA - Engenheiro Civil e Músico [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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