Falar do trânsito de Cuiabá e dizer que ele está a cada dia pior é o mesmo que chover no molhado. Quem trafega nas vias de mais movimento sabe bem o que é enfrentar congestionamentos intermináveis nesse calorzinho básico de 40º dessa terra de Rondon. Tem solução? Tem, mas ela está a uma distância na qual não conseguimos sequer vislumbrar o horizonte e para se chegar lá vai exigir muita paciência de todos nós. Uma coisa, porém, poderia com certeza amenizar o sofrimento dos motoristas: seriedade na fiscalização, principalmente nos horários de pico e das saídas das escolas, além, claro, de uma intensa, mas intensa mesmo, campanha de educação e conscientização de motoristas e pedestres. Cada qual fazendo a sua parte facilita o convívio harmonioso de todos. Não bastasse nossas vias serem um verdadeiro festival de buracos _ são raríssimas as ruas ou avenidas em que se trafegue sem solavancos _ precisamos também driblar carros e caminhões que estacionam em local proibido nas vias de rápido acesso, e em frente a construções; os chamados esquerdinhas que insistem em se manter no lado esquerdo da pista em baixa velocidade, impedindo qualquer ultrapassagem, os motociclistas que em andam em ziguezague e os apressadinhos que se acham os donos da rua. Tudo isso causa um estresse danado, não é mole não. Muitas vezes, ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa é quase como uma batalha campal. Em que pese todos esses contratempos, é preciso também muita paciência para enfrentar as enormes filas que se formam nas ruas e cruzamentos próximos às escolas particulares, nos horários de entrada e saída dos alunos. E o que é pior, não há sequer um amarelinho ou agente de trânsito para controlar o tráfego nessas regiões. No cruzamento da Getúlio Vargas com a Estevão de Mendonça o engarrafamento provocado na saída dos alunos do Colégio Maxi causa transtornos até no cruzamento da Isaac Póvoas, um verdadeiro caos, já que muitos motoristas ainda ignoram as normas de trânsito que determinam que é proibido fechar cruzamentos. E isso se repete em muitos outros locais, sem que haja qualquer tipo de fiscalização. Em tempo de férias escolares a situação melhora um pouco, mas é só as aulas recomeçarem e tudo volta ao normal. Haja paciência.... TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário