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Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ARTIGO
Terça-feira, 19 de Junho de 2007, 20h:34

LEITOR

Estudantes depredam a Câmara

“Esse movimento de arruaceiros é ilegítimo e faz com que as reivindicações, mesmo que justas, sejam colocadas em plano secundário. Espero que haja punição aos baderneiros, caso contrário haverá desordem crescente a cada reivindicação feita. Espero que Cuiabá não se transforme numa Florianópolis, onde já virou tradição o quebra-quebra nos movimentos estudantis.” LUIZ AUGUSTO VICTORINO ALVES CORRÊA, administrador, Cuiabá/MT [email protected] *** “Eu quero ver quem vai ter peito pra prender esses marginais, que de estudantes não têm nada. Enquanto todo mundo ficar omisso, eles vão continuar com o vandalismo. Quem sabe quando alguém se machucar ou morrer o poder público acorda e toma alguma atitude?” CARLOS SIQUEIRA COSTA, Cuiabá/MT [email protected] *** “É o preço que temos que pagar por uma democracia que deveria ser exercida com dignidade, não com vandalismo. Pergunto o que os estudantes, se é que são estudantes, estão reivindicando, se são beneficiados com o passe livre e isto é um dos causadores do aumento da passagem? Quem menos tem direito à reivindicação são esses baderneiros...que, pode ter certeza, estão a serviço de algum aproveitador para tirar proveito da situação. Tem algum político por trás disso...Ora, se tem...” ALBERTO CUNHA DOURADO, servidor público, Cuiabá/MT [email protected] *** “Todo apoio à ação dos jovens estudantes. É sinal de que o povo está se cansando da safadeza de certos políticos. É hora desses vereadores que defendem só as empresas e prejudicam a população colocarem as barbas de molho. Bem, logo eles vão começar a levar tapas na cara na rua. E merecem...” ADEMAR ADAMS, jornalista, Cuiabá/MT [email protected] *** “O patrimônio público pertence ao povo. Toda ação contra ele é prejuízo irreparável contra ao povo. Aliás, nada justifica o quebra-quebra, que nada mais é que ação predatória de incompetentes desconhecedores de seus direitos perante a Lei. Coisa de babacas.” GILMAR MALDONADO ROMAN, historiador, Pontes e Lacerda/MT [email protected] *** “Vandalismo, sim: esta é a palavra para definir este lamentável ocorrido! Não sei o que está acontecendo com os ditos ‘movimentos sociais’ que ultimamente descambaram para atos de vandalismo puro e simples! Fui um estudante atuante em meus tempos de universidade, fiz parte de Centro Acadêmico e DCE durante meus anos de faculdade. Grandes ‘batalhas’ foram travadas, como, por exemplo, os Movimentos das Diretas-Já, eleições para reitor e chefes de Departamento, liberdade de expressão... mas, jamais quebrava-se uma lâmpada de rua por entendermos que não se protesta depredando o patrimômio público ou privado. O que querem esses ‘estudantes’? Viajam de graça, estudam de graça, recebem material escolar de graça... No meu tempo, apesar de estudar a vida toda em escolas públicas, pagava-se pelo transporte, pelos livros, cadernos e xérox. E nunca precisamos de atos de vandalismo para protestar, reivindicar. Não sou a favor de repressão pura e simples, mas as autoridades precisam proteger e preservar o patrimônio público e/ou privado, é para isso que elas existem. Liberdade é uma coisa, bagunça é outra! A revolta era contra os vereadores? Então como se explica quebrar vidros, quadros, riscar carros que eventualmente estavam ali por acaso?” NATALINO SANTANA, educador, Cuiabá/MT *** “Não quero e nem desejo fazer apologia ao vandalismo ou à violência, todavia o que vem acontecendo nas entranhas das casas legislativas de todo o Brasil leva e ainda vai levar a população a reagir; a maioria dos projetos populares é rejeitada. Agora, quando é para beneficiar empreiteiras, transportadoras, etc...é tudo aprovado. O povão precisa reagir a toda essa corrupção que vem acontecendo. O nosso país precisa urgente de uma revolução, o povão tem que ir para as ruas e exigir a saída de políticos safados e corruptos. Será por que os vereadores não tiveram a coragem para enfrentar os estudantes? Parabenizo a sociedade cuiabana, na ação dos estudantes, pela indignação e ação concreta demonstrada. A história tem mostrado que, enquanto estivermos apenas gritando nas ruas, não seremos ouvidos, a partir de ação de indignação, aí, sim, seremos vistos e ouvidos. Não à violência contra as pessoas, sim contra os atos que elas têm praticado. Os estudantes não depredaram os patrimônio público e sim a imagem deles, que nem deveria existir, políticos que só querem aparecer. A minha esperança de um Brasil melhor são os estudantes que, na sua maioria, ainda não se corromperam. Essa geração de políticos que hoje temos é uma geração perdida, apodrecida, gorada. Se os estudantes não mostrarem reação, continuaremos a ser roubados, humilhados, vilipendiados pelas manobras políticas desses nefandos e nefastos políticos. Graças a Deus, temos esperança.” PEDRO DA SILVA, Cuiabá/MT [email protected] *** “As soluções para acabar com o caos no transporte coletivo do Brasil são basicamente de ordem jurídica e técnica quando o CLTP utiliza o problema para fins ideológicos dos séculos passados. Eu já vi isso na Europa, nos anos 50. Hoje, a realidade é diferente e a finalidade deve ser o salvamento do planeta, adotando técnicas adequadas e promovendo a participação de todos no desenvolvimento socioeconômico. Com 50 anos de experiência internacional, eu tenho acesso às soluções hoje disponíveis, no entanto os dirigentes do CLTP me impediram de divulgar essas informações para os estudantes quando a verdadeira formação do estudante é aprender a utilizar a própria cabeça e não entrar em esquemas duvidosos. Além disso, democracia não aceita quebra-quebra e vandalismo e nem eu nem a Assut-MT vai entrar nisso. Os estudantes têm um papel importante para cumprir com força e dignidade, senão, como o CLTP, vão perder toda credibilidade.” JEAN M. VAN DEN HAUTE, consultor intl. de logística, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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