ARTIGO
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009, 08h:37
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JOANICE DE DEUS
Enquanto o metrô não vêm
Enquanto não há dinheiro para o metrô ou para o veículo leve sobre trilhos (VLT), Cuiabá tenta encontrar um sistema ideal para o transporte coletivo da cidade. Um modelo que ofereça à população e aos turistas, que aqui virão para a Copa do Mundo de 2014, a rapidez e a eficiência que os ônibus urbanos convencionais não proporcionam. A proposta em estudo é o BRT (Bus Rapid Transite ou Trânsito Rápido de Ônibus). Conheci um pouco do projeto, que dará à capital certo ar de modernidade, mas posso dizer que não é de vanguarda. Além disso, representa muito mais o resgate de uma dívida (de pelo menos 10 anos atrás) com os usuários do que exatamente o apregoado crescimento em quatro anos, ao invés de 20, que vem sendo feito pelas autoridades públicas municipais. Afinal, não é de hoje que os cuiabanos sofrem com um transporte coletivo ineficiente e que tem uma tarifa cara. Ainda no início desta semana fiz uma matéria sobre a carência de coletivos no bairro Jardim Paulicéia. Lá, no período noturno e aos fins de semana, os moradores precisam se deslocar até o vizinho Parque Cuiabá para pegar um ônibus e chegar até o centro da cidade. Situação que o BRT pretende acabar. A idéia é construir corredores de ônibus exclusivos e isolados (de uma ou duas faixas para cada sentido), com linhas alimentadoras nos bairros. O sistema já funciona em várias partes do mundo. É, inclusive, o está sendo implantado nas cidades subsedes do mundial de 2010, na África do Sul. Na capital, a administração municipal tem planos de adotar o sistema semelhante ao de Curitiba, onde os corredores exclusivos, também chamados de canaletas, já existem desde a década de 70. Uma das vantagens apontadas é o custo bem mais baixo que o metrô e o VLT. Porém, engenheiros da área entendem que também é preciso considerar a relação custo-benefício ao longo do tempo, ou seja, é preciso pensar num sistema que funcione adequadamente, com qualidade e freqüência bem dimensionada. Isso para fazer com que motoristas deixem seus carros nas garagens e utilizem o transporte público, o que, consequentemente, diminuirá o número de veículos particulares circulando pelas vias da cidade. A expectativa é que a cidade se beneficie com a fluidez do tráfego, empresas com menores custos operacionais e, sobretudo, sem que haja aumento da tarifa. JOANICE DE DEUS é repórter