A compra do Instagram (aplicativo de compartilhamento de fotos) pelo Facebook por US$ 1 bilhão mostra como o abstrato virou moeda de troca. A sociedade chegou hoje a tal ponto, que bens intocáveis valem mais que objetos considerados concretos. Imagine o que é possível adquirir com essa quantia? Quantos prêmios da Mega Sena cerca de 15 pessoas (que são os responsáveis pela empresa criadora do aplicativo) não ganharam? O mercado é muito interessante e a base para chegar a preços astronômicos é muito complexa. Apesar disso, não há nenhum problema nessa compra pelo Facebook. Muito pelo contrário! Isso mostra os reais resultados para o investimento em educação, em ciência, em tecnologia. Algo que, infelizmente, o Brasil ainda engatinha. Se nosso país investisse consideravelmente nesse tripé, mais brasileiros poderiam usufruir de quantias como a que um paulista, sócio-criador do Instagram, conquistou. Pode-se pensar também que o brasileiro, culturalmente, depende muito do Estado, o que é uma verdade. Muitos acham que políticos são pais e, assim como tratam seus filhos, devem tratar quem os elege, com favores, benesses, etc. Entretanto, não são todos os brasileiros que agem assim. Existem empreendedores, inovadores, idealizadores... O problema está (novamente) na falta de recurso. Por sugar muito da população, o país acaba recheando os bolsos enquanto os menos favorecidos ficam esperando boa vontade. Sem dinheiro, como colocar um projeto em ação? Esperar o bom humor de terceiros não é o caminho. Para alguns, resta se endividar com alguma instituição financeira. Para outros, desistir e continuar seguindo com a vida. Uma terceira via sempre é preciso ser criada e recai novamente ao Estado a responsabilidade de criá-la. Seja incentivando os entes privados a para o tripé citado anteriormente. Até alguém se tocar que ainda estamos deitados em berço esplêndido, vai demorar um pouco para que haja um avanço nesse segmento. Continuamos engatinhando! FERNANDO DUARTE é editor de Política do Diário de Cuiabá
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