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ARTIGO
Sábado, 18 de Maio de 2013, 13h:44

ANTERO PAES DE BARROS

Em defesa de Kamil Fares

O médico Kamil Fares reagiu duro, como fazem os homens de bem, à condenação por improbidade imposta pelo juiz Julier Sebastião. O secretário de Saúde informou que esse processo é uma ação maquiavélica contra a moralização da saúde em Cuiabá. Causou-me desconforto a condenação imposta pelo juiz Julier. Não conheço os autos, nem a fundamentação do juiz, mas conheço suficientemente o médico Kamil Fares. Fui seu colega desde os tempos de ginásio no Colégio Salesiano São Gonçalo, sob a direção do saudoso Padre Raimundo Pombo. Sempre foi estudioso, dedicado e honesto em todas as suas atitudes com os colegas. Improbo Kamil Fares não é. Dizem os dicionários, explicando o tema, que improbidade é a ação, ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. O que se atribui em desfavor do médico Kamil Fares é que ele teria requerido como tantos outros que se julgavam proprietários de áreas de terras ao longo da BR 364, indenização do governo federal. Por isso foi declarado improbo, alguns outros que fizeram o mesmo requerimento não só não foram declarados, como não ganharam as manchetes de jornais. O que incomoda no médico Kamil Fares, a ponto de colegas seus, como o médico e vereador Ricardo Saad manifestarem-se contrários ao fato de terem sido utilizadas as dependências da Clínica Femina, de propriedade do seu filho, para que fossem esterilizados materiais a serem usados no Pronto Socorro de Cuiabá? O vereador primeiro fez ilações sobre a correção desse comportamento e nunca indagou os motivos que levaram o secretário Kamil a correr atrás dessas atitudes, a fim de garantir atendimento à população de Cuiabá. Foi o próprio Kamil quem teve que ir atrás da imprensa para estabelecer a verdade: “A máquina do Pronto-Socorro havia quebrado, os hospitais públicos não tinham condições para nos atender e levamos para a Femina sem custo algum”. Mesmo após conhecer a verdade, o vereador Ricardo Saad não teve a dignidade de reconhecer que a ação de Kamil permitiu a não interrupção dos atendimentos médicos em Cuiabá. Tanta ira vem de onde? Seriam geradas a partir dos acertos da gestão de Kamil que recuperou a imagem da Unimed junto aos seus associados e por isso conquistou o apoio da maioria dos colegas? Ou a irritação vem do fato de que os acertos de Kamil inviabilizaram o grupo do médico Farina em voltarem a comandar a Unimed? Se não foi nada disso, o que foi? Atacam o médico Kamil Fares porque ele melhorou consideravelmente, em pouco tempo o atendimento nas policlínicas. Atacam Kamil pelo fato de ter contratado mais 80 médicos para atender nas policlínicas que só contavam com 40 profissionais. Atacam Kamil por ele ter quase triplicado o atendimento nas policlínicas. Atacam Kamil Fares por ele ter transformado os 15 mil atendimentos mensais que ocorriam no Pronto Socorro em mais de 40 mil atendimentos por mês. Atacam Kamil por prestarem atenção nos noticiários dos chamados programas populares e perceberem que diminuiu o número de reclamações quanto aos funcionamentos das unidades básicas de saúde, policlínicas e o próprio Pronto Socorro. Atacam Kamil também pelo fato de ser o presidente do diretório do PDT de Cuiabá, simplesmente o partido do senador Pedro Taques, um dos favoritos ao governo do Estado na caminhada de 2014. Os que estão inconformados com a condenação pelo Tribunal de Justiça, do presidente da Assembleia José Riva e os que veem na candidatura de Pedro Taques, o grande obstáculo às pretensões políticas pessoais sempre reveladas, mas nunca colocadas em práticas decidiram que o médico Kamil, presidente do PDT deve ser o alvo preferencial. Não vou discutir a sentença do juiz Julier, que em diversas oportunidades se insinuou pela imprensa como tendente a aceitar uma candidatura pelo PT, ou PMDB, com possibilidade de enfrentar o amigo e senador Pedro Taques nas urnas. Esses posicionamentos, impróprios para os magistrados permitem a suspeição de que os interesses políticos se não motivaram a fundamentação da sentença, pelo menos geraram a oportunidade de tentar desgastar Kamil e por tabela seu candidato a governador Pedro Taques. A sentença talvez explique que desta vez, Julier é mesmo candidato pra valer. Cuiabá conhece muito bem o médico Kamil Fares e também os espinhos que a política coloca no caminho dos homens de bem. *ANTERO PAES DE BARROS é radialista, jornalista, advogado, ex-vereador, deputado constituinte e senador da República. Escreve aos domingos no Diário e diariamente no blogdoantero.com.br

Edição EDIÇÃO 16962




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