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ARTIGO
Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 20h:01

ROMILDO GONÇALVES

Educação ambiental

É sabido que a relação do ser humano com a natureza existe desde o surgimento deste na face da terra. É sabido também, que as civilizações antigas eram essencialmente camponesas. Por uma questão de sobrevivência nossos ancestrais começaram a desenvolver capacidade de apropriar-se da natureza e, dela extraírem seus sustentos. Evoluíram e, com essa evolução surgem às organizações urbanas. Começa ai também a preocupação com o processo educativo visando o bom convívio em sociedade. Na Grécia antiga, por exemplo, o sistema filosófico servia como base para a sustentabilidade do sistema social. Modernamente a preocupação com a conservação ambiental, via clarificação de informações se tornou uma necessidade básica em qualquer parte do mundo. Hoje o marco conceitual aceito internacionalmente sobre educação ambiental e meio ambiente se referencia ao proposto em Tbilisi em 1972, quando da realização da 1ª, conferência sobre este tema e sua premente importância para a vida. Desta conferência saiu à recomendação n. 01 que trata de funções, objetivos e princípios básicos que norteia a educação ambiental como forma regulamentadora e orientadora, de preparação de recursos humanos para a sustentabilidade da vida no mundo. Para muitos educadores e instituições de ensino, a educação ambiental é um poderoso instrumento de transformação da sociedade humana, de sensibilização e respeito a valores éticos inalienáveis a vida e a justiça social. Albert Einstein, já questionava no início do século passado, “porque estamos tão pouco felizes com esta maravilhosa ciência aplicada que economiza trabalho e torna a vida mais fácil. E respondia a si mesmo, alegando que era simples, é porque ainda não aprendemos a nos servir dela com bom senso”. Existe hoje um programa chamado –PIEA – programa internacional de educação ambiental, coordenado pela ONU integrando continentes, envolvendo 133 países. Este programa tem como objetivo o aperfeiçoamento e a ampliação de conteúdos, métodos e produção de material didático/pedagógico para educadores ambientais, visando sensibilizar a sociedade humana para a difusão continuada da educação ambiental. No Brasil a educação ambiental, deu seus primeiros passos, estabelecendo-se como instrumento de mudanças conceitual e pensamente sustentável a partir da década de 70. A Constituição federal Brasileira de 1988 assegurou essa sustentabilidade em todo território nacional. A região Amazônica e, em especial mato grosso, detentor de rica biodiversidade, constitui-se naturalmente em um referencial de convergência frutífera para soluções ou agravamento das questões ecológicas e ambientais. Portanto a situação esta posta cabe agora aos poderes constituídos, cientistas, pesquisadores e sociedade encontrar o melhor caminho para desenvolver com responsabilidade a sustentabilidade pretendida. Nesse viés penso que a educação ambiental é condições si-ne-qua-non, para a gestão pública didático/pedagógica do verdadeiro desenvolvimento sustentável. Vejo que há hoje no estado e país instituições governamentais empenhadas em desenvolver ações educativas elevando a sua prática a vida cotidiana. Cabe agora a todos, por em prática o que nos assegura a carta magna do país. *ROMILDO GONÇALVES é biólogo em Educação e Meio Ambiente, Perito Ambiental em fogo florestal, Professor pesquisador da UFMT/Seduc [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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